Porto Alegre, segunda-feira, 09 de março de 2020.

Jornal do Comércio

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Diplomacia

Notícia da edição impressa de 09/03/2020. Alterada em 08/03 às 19h46min

Brasil e EUA assinam acordo na área militar

Acordo assinado entre os dois presidentes precisará ser ratificado pelos congressos de ambos os países

Acordo assinado entre os dois presidentes precisará ser ratificado pelos congressos de ambos os países


JIM WATSON /AFP/JC
Brasil e Estados Unidos assinaram, ontem, no estado norte-americano da Flórida, um acordo na área militar para desenvolvimento de projetos futuros. O Acordo de Pesquisa, Desenvolvimento, Teste e Avaliação (RDT&E, sigla em inglês) vai, segundo o Ministério da Defesa (MD), abrir caminho para aperfeiçoar ou prover novas capacidades militares.
Brasil e Estados Unidos assinaram, ontem, no estado norte-americano da Flórida, um acordo na área militar para desenvolvimento de projetos futuros. O Acordo de Pesquisa, Desenvolvimento, Teste e Avaliação (RDT&E, sigla em inglês) vai, segundo o Ministério da Defesa (MD), abrir caminho para aperfeiçoar ou prover novas capacidades militares.
"O RDT&E é um passo inicial para que Brasil e EUA desenvolvam projetos conjuntos na área de defesa. Cada acordo de projeto que venha a ser desenvolvido pelas partes deverá ser executado em consonância com os termos do RDT&E, assim como as respectivas leis e os regulamentos nacionais de cada parte", afirmou o ministério brasileiro, em nota.
O governo brasileiro espera facilitar seu acesso ao mercado norte-americano na área de defesa, bem como facilitar a entrada de produtos brasileiros em outros 28 países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). A Otan é uma aliança militar intragovernamental da qual o Brasil não faz parte, mas, em agosto do ano passado, os Estados Unidos designaram o País como aliado militar preferencial fora dessa aliança.
O RDT&E poderá ampliar o acesso da Base Industrial de Defesa ao mercado americano, bem como a formalização de outros pactos no setor de defesa, reduzindo processos burocráticos no comércio de produtos do segmento entre Brasil e EUA.
A lógica é simples: as parcerias farão as empresas brasileiras candidatas naturais a entrar em cadeias de produção global puxadas por americanos.
Celebrado pelo governo Bolsonaro, o acordo começou a ser negociado em 2017, ainda durante a gestão de Michel Temer, e precisa do aval do Congresso dos dois países para ser efetivado. A expectativa do Planalto é que esta seja uma tramitação rápida, mas o presidente Jair Bolsonaro segue em constante rota de colisão com o Legislativo, que, a partir de julho, diminuirá significativamente o ritmo dos trabalhos devido às campanhas eleitorais municipais.