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Israel

02/03/2020 - 15h46min. Alterada em 02/03 às 15h46min

Israelenses vão às urnas pela terceira vez em um ano

Pesquisa  mostra que 30% dos israelenses creem que um novo pleito será inevitável

Pesquisa mostra que 30% dos israelenses creem que um novo pleito será inevitável


MENAHEM KAHANA/AFP/JC
Os israelenses voltaram às urnas, nesta segunda-feira (2), pela terceira vez em um ano. Nas duas eleições anteriores - em abril e em setembro de 2019 -, o Likud, partido do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, ficou praticamente empatado com seu principal rival, o Azul e Branco, legenda do ex-chefe do Exército Benny Gantz. Em linhas gerais, os dois dividem o eleitorado com 25% dos votos para cada um.
Os israelenses voltaram às urnas, nesta segunda-feira (2), pela terceira vez em um ano. Nas duas eleições anteriores - em abril e em setembro de 2019 -, o Likud, partido do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, ficou praticamente empatado com seu principal rival, o Azul e Branco, legenda do ex-chefe do Exército Benny Gantz. Em linhas gerais, os dois dividem o eleitorado com 25% dos votos para cada um.
Mas os eleitores estão céticos e não descartam a possibilidade de que, em alguns meses, sejam chamados a comparecer pela quarta vez diante dos mesários. Pesquisa do Instituto de Democracia de Israel mostra que 30% dos israelenses creem que um novo pleito será inevitável. Os 6,4 milhões de eleitores parecem incrédulos diante do quebra-cabeça da política local, subdividida em nichos no sistema parlamentarista de 120 representantes no Knesset, o Parlamento em Jerusalém.
Como nas duas votações anteriores, as pesquisas eleitorais indicam empate técnico entre o partido direitista Likud (união, em hebraico), de Netanyahu, e o centro-esquerdista Azul e Branco, de Gantz - ambos conquistariam entre 33 e 35 cadeiras no Knesset, longe dos 61 necessários para formar um governo.
Nos últimos dias, no entanto, as pesquisas têm apontado um panorama favorável para Netanyahu, que acirrou sua campanha, com vídeos ao vivo em redes sociais e telefonemas diretos a eleitores.
Algumas enquetes dão ao Likud uma ou duas cadeiras a mais do que ao Azul e Branco. E mais importante: o bloco de partidos de direita conseguiria de 57 a 59 cadeiras - quase o número mágico de 61. Mas como todas as pesquisas têm margem de erro de quatro pontos, o cenário segue indefinido.

Netanyahu se aproveita do plano de paz; Gantz foca no indiciamento do oponente

Os marqueteiros dos partidos buscaram até a última hora obter vantagens reais para os candidatos. O Likud, por exemplo, tentou se aproveitar do anúncio do plano de paz do presidente norte-americano, Donald Trump, que daria sinal verde para Israel anexar assentamentos na Cisjordânia, algo que agrada ao eleitor do partido.
O ex-chefe do Exército israelense, por sua vez, tenta convencer os apoiadores de Netanyahu a abandonarem o premiê, no poder há 11 anos consecutivos (14, ao todo, se somados três anos em que governou o país durante os anos 1990). Indiciado por suborno, fraude e quebra de confiança, Bibi, como o premiê é conhecido, enfrentará um julgamento a partir de 17 de março e, até agora, ainda não conseguiu receber imunidade parlamentar.
Caso consiga maioria no Knesset e, assim, mantenha-se como premiê, Netanyahu poderia pedir imunidade outra vez ao Parlamento com a perspectiva de que, desta vez, a solicitação seria atendida. Em janeiro, Bibi retirou o pedido uma hora antes da sessão para debater o assunto. Pouco depois, foi indiciado formalmente pela Procuradoria.
Como a disputa final pelo controle do Knesset se dará entre coalizões, tanto o Likud quanto o Azul e Branco dependem dos resultados gerais para realizar as alianças após o pleito. O fiel da balança será, novamente, o ex-ministro da Defesa e ex-chanceler Avigdor Lieberman, líder do partido Israel Beitenu (Israel Nossa Casa).
Ele deve conquistar entre seis e setes cobiçadas cadeiras, mas, como das duas vezes anteriores, não se comprometeu nem com direitistas nem com esquerdistas. Lieberman até se identifica com a direita quando se trata de diplomacia e relacionamento com os palestinos. Mas está mais próximo da esquerda progressista sobre a separação entre religião e Estado.
O cenário mais racional seria um governo de união nacional entre Likud e Azul e Branco, com algo como 70 cadeiras, ampla maioria do Parlamento e um rodízio de Gantz e Netanyahu no poder. Lieberman poderia se unir a essa aliança.
Mas, depois de duas votações, tanto Gantz quanto Lieberman descartam um acordo com Netanyahu por causa do indiciamento do premiê - eles se dizem abertos a uma aliança com o Likud, desde que sob nova liderança.