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América do Sul

01/03/2020 - 16h24min. Alterada em 01/03 às 17h23min

Novo presidente uruguaio toma posse e promete fortalecer Mercosul

Lacalle Pou e a vice-presidente Beatriz Argimon fizeram declaração de honra e fidelidade

Lacalle Pou e a vice-presidente Beatriz Argimon fizeram declaração de honra e fidelidade


PRESIDÊNCIA URUGUAI/AFP/JC
Em seu discurso de posse, o novo chefe de Estado uruguaio, Luis Lacalle Pou, elogiou o fato de que desde a redemocratização do país, em 1985, "todos os presidentes terminaram seus mandatos e transmitiram o poder de modo democrático". "É preciso lembrar que somos inquilinos do poder", afirmou o centro-direitista, emocionado e com lágrimas nos olhos, durante cerimonial no Palácio Legislativo, em Montevidéu, neste domingo (1º).
Em seu discurso de posse, o novo chefe de Estado uruguaio, Luis Lacalle Pou, elogiou o fato de que desde a redemocratização do país, em 1985, "todos os presidentes terminaram seus mandatos e transmitiram o poder de modo democrático". "É preciso lembrar que somos inquilinos do poder", afirmou o centro-direitista, emocionado e com lágrimas nos olhos, durante cerimonial no Palácio Legislativo, em Montevidéu, neste domingo (1º).
A cerimônia de posse teve a presença de congressistas, ministros e outros chefes de Estado – o rei Felipe da Espanha, Jair Bolsonaro (Brasil), Mario Abdo Benítez (Paraguai) e Sebastián Piñera (Chile) –, além da mulher, dos filhos e do pai de Lacalle Pou, o ex-presidente Luis Alberto Lacalle.
O novo mandatário foi recebido na porta do Parlamento pelo ex-presidente José "Pepe" Mujica, senador mais votado da última eleição. Mujica tomou o juramento de Lacalle Pou e de Beatriz Argimón, sua vice, que prometeram honra e fidelidade ao país.
Sobre a política externa uruguaia, Lacalle Pou disse que é preciso fortalecer e flexibilizar o Mercosul, "para que os países do bloco possam comercializar com países de fora", e que se deve levar adiante o acordo comercial com a União Europeia.
Afirmou também que este é um momento político histórico para o Uruguai, pois pela primeira vez o país será governado por uma coalizão de cinco partidos. "Sei que isso gera incertezas, mas faremos caminho ao andar. As pessoas escolheram uma mudança e nós vamos fazer uma mudança."
Lacalle Pou tem 46 ano e é do tradicional Partido Nacional. Ele disse não querer que sua posse seja lembrada pela "troca de uma metade pela outra da sociedade", em alusão ao fato de a Frente Ampla passar para a oposição pela primeira vez em 15 anos. Acrescentou que manterá o que foi bem feito nas gestões anteriores e que mudará o que não vai bem.
Ele também chamou a atenção para a deterioração da economia e do aumento do desemprego. "Precisamos começar a recuperar o Estado, reordenar os recursos e gerar a abertura do mercado."
Sobre a segurança, um dos temas de maior preocupação dos uruguaios nos últimos meses, afirmou que há uma situação de urgência, e que o assunto será prioridade em seu primeiro dia de trabalho, nesta segunda-feira (2).
O Uruguai é hoje o quarto país mais violento da América do Sul. Nos últimos dois anos, o índice de mortes por cada 100 mil habitantes passou de 8 para 11,8. Lacalle Pou reforçou que haverá "apoio legal e formal" à polícia e ao Exército.
Fez também menção ao tema da deterioração do ambiente, afirmando que seu governo será "severo" nessa área.
Após discursar aos legisladores, ele se dirigiu à Praça Independência em um Ford V8 de 1937, que pertencia ao seu bisavô Luis Alberto de Herrera, um líder histórico do Partido Nacional.
O veículo também foi usado por seu pai, ex-presidente Luis Alberto Lacalle (1990-1995), no dia em que assumiu.
Como sua sigla, o Partido Nacional, tem raízes no campo, vieram comitivas a cavalo de distintas regiões do país.