Porto Alegre, quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020.

Jornal do Comércio

Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

CORRIGIR

Estados Unidos

Alterada em 20/02 às 17h24min

Democratas se unem em ataques a Bloomberg durante debate nos EUA

Senadora Elizabeth Warren (c) foi quem mais 'bateu' no ex-prefeito de Nova York (e)

Senadora Elizabeth Warren (c) foi quem mais 'bateu' no ex-prefeito de Nova York (e)


MARK RALSTON/AFP/JC
Os candidatos democratas à presidência dos Estados Unidos fizeram do debate da noite de quarta-feira (19), em Nevada, o mais quente da corrida eleitoral até agora, com investidas contra Michael Bloomberg. O bilionário e ex-prefeito de Nova York, que entrou atrasado na campanha, estreou nos debates um dia após aparecer em segundo lugar em pesquisa nacional de intenções de voto do eleitorado democrata.
Os candidatos democratas à presidência dos Estados Unidos fizeram do debate da noite de quarta-feira (19), em Nevada, o mais quente da corrida eleitoral até agora, com investidas contra Michael Bloomberg. O bilionário e ex-prefeito de Nova York, que entrou atrasado na campanha, estreou nos debates um dia após aparecer em segundo lugar em pesquisa nacional de intenções de voto do eleitorado democrata.
Favorito nas pesquisas eleitorais e com bons resultados nas prévias de Iowa e New Hampshire, o senador Bernie Sanders também teve de se defender de críticas, enquanto a senadora Elizabeth Warren se mostrou à vontade para disparar contra todos os demais. Elizabeth foi quem mais falou durante o debate, segundo contagem da NBC. Em paralelo, o enfrentamento direto entre Pete Buttigieg e Amy Klobuchar mostrou a disputa dos candidatos centristas pela parcela moderada do eleitorado.
No primeiro bloco, democratas partiram para o ataque contra Bloomberg, cuja campanha cresceu nos últimos meses depois da injeção de ao menos US$ 300 milhões em propagandas de televisão. O ex-prefeito teve dificuldade em se desvencilhar dos confrontos durante o debate e demonstrou no palco menos carisma do que aparenta nos anúncios publicitários.
Sanders abriu a rodada de críticas, seguido por Elizabeth, quem afirmou que o partido não deve "substituir um bilionário por outro". "Gostaria de falar sobre contra quem estamos concorrendo: um bilionário que chama mulheres de gordas e lésbicas com cara de cavalo", disse a senadora. "E não, não estou falando de Donald Trump. Estou falando do prefeito Bloomberg."
Também foi Elizabeth quem levantou o questionamento mais incisivo ao ex-prefeito, sobre as acusações de discriminação contra mulheres na empresa do bilionário. "Espero que vocês tenham ouvido qual foi a defesa dele: 'eu fui bom para algumas mulheres'. Isso não serve. O que precisamos saber é exatamente o que se esconde aí. Há um número de mulheres - dezenas, quem sabe? - que assinaram acordos de confidencialidade por assédio sexual e discriminação de gênero no ambiente de trabalho. Então, senhor prefeito, você está disposto a liberar todas essas mulheres desses acordos para que possamos ouvir a versão delas da história?", questionou a senadora. Bloomberg se defendeu dizendo que são "alguns" acordos assinados e que nenhum deles o acusa diretamente de ter feito algo.
"Essa não é apenas uma questão de caráter. É também uma questão de chances eleitorais. Não vamos vencer Donald Trump com um homem que tem quem sabe quantos acordos de confidencialidade e histórias a conta-gotas de mulheres que dizem que foram assediadas e discriminadas. Isso não é o que fazemos como democratas", disse Warren.
Logo de saída, Bloomberg também foi questionado por Sanders por seu apoio ao que ficou conhecido como "Stop and Frisk", o termo em inglês para "parar e revistar". A política adotada em Nova York durante a gestão de Bloomberg consistia na revista pela polícia, que mirava especialmente negros e latinos.
No debate, o ex-prefeito voltou a pedir desculpas e afirmou que o problema foi "no que a medida se tornou". "Saiu do controle", justificou o ex-prefeito, que foi pressionado sobre o tema por Sanders, Biden e Elizabeth.
As próximas duas prévias do mês acontecem em Nevada e Carolina do Sul. No dia 3 de março, os candidatos irão para a Super Terça, quando 14 estados realizam prévias simultaneamente - incluindo locais populosos como Califórnia e Texas. Bloomberg só participa a partir da Super Terça. Até lá, parte dos candidatos, como Biden e Elizabeth, busca a sobrevivência em uma campanha que começou frustrada, enquanto Sanders e Buttigieg tentam se consolidar.