Porto Alegre, terça-feira, 18 de fevereiro de 2020.

Jornal do Comércio

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Igualdade de gênero

Notícia da edição impressa de 14/02/2020. Alterada em 14/02 às 16h48min

Genebra coloca figuras femininas nas placas de trânsito

Mudança prevê a troca de 250 das 500 placas que indicam pontos de travessia de pedestres

Mudança prevê a troca de 250 das 500 placas que indicam pontos de travessia de pedestres


VILLE DE GENÈVE/DIVULGAÇÃO/JC
Como forma de ressaltar a importância das mulheres e da igualdade de gênero, Genebra, na Suíça, decidiu trocar metade das placas de trânsito que mostravam figuras masculinas e colocar no lugar imagens femininas. A mudança foi iniciada em janeiro e prevê a troca de 250 das 500 placas que indicam pontos de travessia de pedestres, até então ilustradas com um homem de terno e chapéu.
Como forma de ressaltar a importância das mulheres e da igualdade de gênero, Genebra, na Suíça, decidiu trocar metade das placas de trânsito que mostravam figuras masculinas e colocar no lugar imagens femininas. A mudança foi iniciada em janeiro e prevê a troca de 250 das 500 placas que indicam pontos de travessia de pedestres, até então ilustradas com um homem de terno e chapéu.
As placas com as mulheres variam entre seis desenhos diferentes, com diversos formatos de corpo, cabelo e roupas. Em um deles há uma grávida; outro traz duas mulheres de mãos dadas. A medida também busca deixar claro que as mulheres são bem-vindas no espaço público.
"A onipresença de representações masculinas no espaço público, especialmente em sinais de trânsito, reforça a ideia de que algumas pessoas, especialmente mulheres e minorias, são menos importantes do que outras", disse a prefeita Sandrine Salermo, em um comunicado, ao divulgar a iniciativa.
Outras cidades do mundo fizeram ações similares nos últimos anos. Foi o caso de Amsterdã, na Holanda - que batizou de Sofie a bonequinha nos semáforos; de Melbourne, na Austrália; e de Colônia e Dresden, ambas na Alemanha.
Críticos da medida argumentam que não é possível comprovar que a troca ajude de fato a melhorar a igualdade de gênero, e que ela traz custos aos cofres públicos. A mudança em Genebra custou 56 mil francos suíços (R$ 248 mil).