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Porto Alegre, quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020.

Jornal do Comércio

Internacional

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Líbano

Edição impressa de 12/02/2020. Alterada em 11/02 às 20h42min

Manifestantes impedem acesso de políticos libaneses ao Congresso

Ativistas tentaram impedir parlamentares de debater um um voto de confiança

Ativistas tentaram impedir parlamentares de debater um um voto de confiança


IBRAHIM AMRO/AFP/JC
As forças de segurança libanesas colocaram blocos de concreto nas ruas e lançaram jatos d'água e bombas de gás lacrimogêneo para tentar impedir as ações de centenas de manifestantes que protestavam nesta terça-feira (11) perto do Parlamento, porém não tiveram sucesso.
As forças de segurança libanesas colocaram blocos de concreto nas ruas e lançaram jatos d'água e bombas de gás lacrimogêneo para tentar impedir as ações de centenas de manifestantes que protestavam nesta terça-feira (11) perto do Parlamento, porém não tiveram sucesso.
Os ativistas tentaram impedir os parlamentares de chegar ao Congresso, onde seria votado se o premiê Hassan Diab merecia ou não um voto de confiança. O primeiro-ministro, que formou um governo em 21 de janeiro, pretende adotar medidas duras para tentar resolver a grave crise econômica do país. O Líbano enfrenta restrições de saques nos bancos e demissões em massa.
Um dos países mais endividados do mundo, o Líbano enfrenta uma crise severa, fruto de décadas de gastos públicos elevados e corrupção. A dívida externa está próxima de US$ 90 bilhões, o que representa mais de 150% do PIB.
Os problemas geraram uma revolta popular contra a elite do país. A mobilização nas ruas ganhou força em outubro, quando o governo tentou criar um imposto sobre chamadas de voz via aplicativos, mas desistiu após os protestos. Dias depois, o premiê Saad Hariri renunciou. O levante ficou conhecido como Revolução do WhatsApp.
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