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Porto Alegre, terça-feira, 28 de janeiro de 2020.

Jornal do Comércio

Internacional

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Saúde

Edição impressa de 28/01/2020. Alterada em 27/01 às 20h39min

OMS diz que cometeu 'erro' e classifica como 'elevado' surto de coronavírus

Governo ampliou a duração do feriado do Ano-Novo Lunar em três dias

Governo ampliou a duração do feriado do Ano-Novo Lunar em três dias


NICOLAS ASFOURI/AFP/JC
A Organização Mundial da Saúde (OMS) voltou atrás, nesta segunda-feira (27), e passou a classificar como "elevado" o risco internacional do coronavírus. Na semana passada havia qualificado o surto como "moderado". Segundo a entidade, houve um erro de formulação na avaliação anterior.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) voltou atrás, nesta segunda-feira (27), e passou a classificar como "elevado" o risco internacional do coronavírus. Na semana passada havia qualificado o surto como "moderado". Segundo a entidade, houve um erro de formulação na avaliação anterior.
Em um comunicado sobre a situação, a entidade informou que sua "avaliação do risco (...) não mudou desde a última atualização (em 22 de janeiro): muito elevado na China, elevado em nível regional e em nível mundial".
Em informes anteriores, a organização explicou que o risco em escala mundial era "moderado". "Trata-se de um erro de formulação nos informes de situação dos dias 23, 24 e 25 de janeiro, e os corrigimos", informou uma porta-voz da instituição, que tem sede em Genebra. No dia 23 de janeiro, a OMS considerou que era "muito cedo" para falar em "emergência de saúde pública de interesse internacional".
"Ainda não é uma emergência sanitária mundial", mas "poderia ser", declarou o diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus, que viajou para a China. A OMS só aciona a medida em casos de epidemias que necessitam de uma reação mundial, como o H1N1, em 2009, e o zika vírus, em 2016.
Até o momento, ao menos 81 pessoas morreram e mais de 2,7 mil foram infectadas na China, desde que a doença apareceu no final de dezembro. O vírus já foi detectado na Ásia, na Europa, nos EUA e na Austrália.
No surto de Sars, entre 2002 e 2003, a OMS criticou Pequim por ter adiado o alerta e tentado esconder a verdadeira dimensão da epidemia. Mas a entidade também foi criticada nos últimos anos. Considerada alarmista por alguns durante a epidemia do vírus H1N1 em 2009, foi acusada, durante a epidemia de ebola na África Ocidental, em 2014, de não ter divulgado a real extensão da situação.

Prefeito de Wuhan coloca o gargo à disposição

O prefeito de Wuhan, cidade no epicentro do surto do novo tipo de coronavírus na China, colocou o cargo à disposição após críticas sobre falta de transparência na divulgação de informações. O secretário do Partido Comunista da China em Wuhan, Ma Guoqiang, fez o mesmo.

"Nossos nomes viverão na infâmia, mas se for necessário para o controle da doença e a vida e segurança das pessoas, o camarada Ma Guoqiang e eu assumiremos qualquer responsabilidade", disse Zhou Xianwang.

Em entrevista à emissora de televisão estatal chinesa, Zhou admitiu que informações sobre o contágio do vírus não foram divulgadas em tempo hábil. Mas pediu que o público entendesse, já que o governo local só poderia divulgar informações depois de obter autorização do governo central. Ele também afirmou que suas "mãos estavam atadas" já que regras locais exigiam a aprovação de Pequim antes de divulgar informações confidenciais.

De acordo com a mídia chinesa, o prefeito de Wuhan também afirmou que cerca de 5 milhões de pessoas deixaram Wuhan por causa do feriado antes do fechamento da cidade.

Número de mortos na China já chega a 81 pessoas

O número de mortos pela nova variante do coronavírus na China chegou a 81 pessoas ontem após a província de Hainan divulgar seu primeiro caso fatal, o de uma mulher de 80 anos cuja família havia chegado da cidade de Wuhan, no último dia 17. Outras 2,7 mil pessoas já foram diagnosticadas com a pneumonia.

A província de Hubei, onde fica Wuhan, responde por 76 das mortes. Foram registrados casos individuais também em Xangai e nas províncias de Hebei, Heilongjiang e Henan. Mais de 30 mil pessoas que tiveram contato com pacientes infectados estão em observação na China.

Para tentar conter o surto, a China ampliou a duração do feriado do Ano-Novo Lunar em três dias. O objetivo é evitar, ou ao menos adiar, viagens de retorno para casa. Milhões de chineses viajaram para suas cidades natais ou fizeram turismo durante o feriado, que começou na sexta-feira passada e acabaria na próxima quinta-feira. Agora, o país seguirá parado até domingo. A reabertura das escolas foi suspensa por tempo indeterminado.

O presidente chinês, Xi Jinping, qualificou a situação como grave e disse que o governo está fazendo esforços para restringir viagens e aglomerações, enquanto despacha equipes médicas para Wuhan.

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