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Porto Alegre, segunda-feira, 27 de janeiro de 2020.

Jornal do Comércio

Internacional

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Bolívia

Edição impressa de 27/01/2020. Alterada em 27/01 às 03h00min

Cinco alianças de oposição enfrentarão partido de Evo na Bolívia

Os partidos de oposição bolivianos fracassaram em suas tentativas de alcançar um acordo e inscreveram cinco alianças políticas, incluindo a que indicou a presidente interina autoproclamada Jeanine Áñez, para enfrentar os candidatos do ex-presidente Evo Morales nas eleições de 3 de maio. O Supremo Tribunal Eleitoral anunciou, no sábado, as cinco alianças políticas que foram registradas até a meia-noite da sexta-feira, data limite imposta pela autoridade eleitoral.
Os partidos de oposição bolivianos fracassaram em suas tentativas de alcançar um acordo e inscreveram cinco alianças políticas, incluindo a que indicou a presidente interina autoproclamada Jeanine Áñez, para enfrentar os candidatos do ex-presidente Evo Morales nas eleições de 3 de maio. O Supremo Tribunal Eleitoral anunciou, no sábado, as cinco alianças políticas que foram registradas até a meia-noite da sexta-feira, data limite imposta pela autoridade eleitoral.
Entre as coalizões está a do partido de Jeanine (Movimento Democrata Social) e do partido do prefeito de La Paz, Luis Revilla (Soberanía y Libertad), em meio a questionamentos sobre a legalidade da candidatura da presidente, porque é um governo transitório com a missão de garantir eleições transparentes e pacificar o país.
Entre as demais alianças estão a do ex-presidente Jorge Quiroga, ex-porta-voz de Jeanine; a do ex-presidente Carlos Mesa, que foi o principal adversário de Morales nas últimas eleições, e a de Luis Fernando Camacho, líder dos protestos contra Morales.
As cinco coalizões enfrentarão a dupla que ajudou a eleger Morales e seu Movimento ao Socialismo (MAS), composta pelo ex-ministro da Economia Luis Arce Catacora e pelo ex-ministro das Relações Exteriores David Choquehuanca. O ex-presidente será chefe de campanha.
Alguns analistas acreditam que deve ser feita uma consulta ao Tribunal Constitucional sobre a candidatura de Jeanine e que essa instituição deve emitir um critério legal para a candidatura da presidente e, assim, evitar novas dificuldades eleitorais no país.
Os bolivianos irão às urnas para novas eleições presidenciais após a anulação da votação de 20 de outubro de 2019, diante de alegações de irregularidades na contagem dos votos, que apontaram a vitória de Morales, o que causou agitação social, com o registro de 35 mortos. Em 10 de novembro, Morales renunciou e dois dias depois deixou o país. A senadora Jeanine assumiu após um vácuo de poder.
 
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