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Porto Alegre, segunda-feira, 13 de janeiro de 2020.

Jornal do Comércio

Internacional

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oriente médio

Alterada em 13/01 às 08h39min

Manifestantes denunciam violência policial durante protestos no Irã

A polícia iraniana e as forças de segurança dispararam munição real e gás lacrimogêneo para dispersar manifestantes que protestavam contra a negação inicial do país de que derrubou um avião ucraniano, segundo vídeos online mostrados nesta segunda-feira (13).
A polícia iraniana e as forças de segurança dispararam munição real e gás lacrimogêneo para dispersar manifestantes que protestavam contra a negação inicial do país de que derrubou um avião ucraniano, segundo vídeos online mostrados nesta segunda-feira (13).
Não houve relatos imediatos na mídia estatal iraniana sobre o incidente perto de Azadi, ou Praça da Liberdade, em Teerã, na noite de domingo, depois de uma chamada para protestos por lá. No entanto, grupos de direitos internacionais já pediram ao Irã que permita que as pessoas protestem pacificamente conforme permitido pela constituição do país.
Vídeos enviados e verificados pela Associated Press mostram uma multidão de manifestantes fugindo quando uma bomba de gás lacrimogêneo caiu entre eles. Pessoas tossem e espirram enquanto tentam escapar da fumaça, com uma mulher gritando em farsi: "eles dispararam gás lacrimogêneo contra as pessoas! Praça Azadi. Morte ao ditador!"
Fotos e vídeos após o incidente mostram poças de sangue na calçada. Policiais de choque em uniformes e capacetes pretos se reuniram no domingo na Praça Vali-e Asr, na Universidade de Teerã e em outros pontos de referência. Membros da Guarda Revolucionária patrulhavam a cidade em motos, e seguranças à paisana também estavam em vigor. As pessoas olhavam para baixo enquanto passavam rapidamente pela polícia, aparentemente tentando não chamar atenção.
O acidente com a Companhia Aérea Internacional da Ucrânia na quarta-feira (8), matou todas as 176 pessoas a bordo, a maioria iranianas e canadenses. Depois de apontar um fracasso técnico e insistir por três dias que as forças armadas iranianas não eram culpadas, as autoridades no sábado (11) admitiram tê-lo derrubado acidentalmente, diante das crescentes evidências e acusações dos líderes ocidentais.
O Irã derrubou o avião por engano porque se preparava para uma possível retaliação americana depois de disparar mísseis balísticos em duas bases no Iraque que abrigavam as forças americanas na quarta-feira. O ataque com mísseis, que não causou baixas, foi uma resposta ao assassinato do general Qassem Soleimani, o principal general do Irã, em um ataque aéreo dos EUA em Bagdá.
Estadão Conteúdo
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