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Porto Alegre, domingo, 12 de janeiro de 2020.
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Jornal do Comércio

Internacional

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Taiwan

12/01/2020 - 12h08min. Alterada em 12/01 às 12h17min

Pequim reitera oposição à independência de Taiwan após vitória de Tsai

'Opomo-nos veementemente a qualquer forma de independência', diz China, após vitória de Tsai

'Opomo-nos veementemente a qualquer forma de independência', diz China, após vitória de Tsai


SAM YEH/AFP/JC
Pouco após a confirmação de que a atual presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen, 63 anos, venceu as eleições presidenciais realizadas nesse sábado (11) e assumirá um segundo mandato, o governo da China voltou a se opor às manifestações pró-independência da ilha.
Pouco após a confirmação de que a atual presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen, 63 anos, venceu as eleições presidenciais realizadas nesse sábado (11) e assumirá um segundo mandato, o governo da China voltou a se opor às manifestações pró-independência da ilha.
"Opomo-nos veementemente a qualquer forma de independência de Taiwan", disse o porta-voz do gabinete de Assuntos de Taiwan do Conselho de Estado da China, Ma Xiaoguang, num breve comunicado divulgado pela imprensa estatal chinesa.
Ma lembrou que o governo chinês continuará estimulando a "reunificação pacífica" entre Taiwan e a China, por meio da aplicação do princípio "um país, dois sistemas" - o mesmo que já vigora em Hong Kong e Macau, territórios que já estiveram sob administração inglesa e portuguesa, respectivamente, e que, hoje, são regiões administrativas especiais consideradas partes do território chinês, mas com relativa autonomia em várias áreas de governo.
O porta-voz chinês disse também que a China está "disposta a trabalhar" com os "compatriotas de Taiwan para promover o desenvolvimento pacífico das relações" entre China e Taiwan, mas sem abrir mão da proposta de "reunificação pacífica da pátria mãe", negando a possibilidade de uma Taiwan independente.
Tsai Ing-wen, do Partido Democrático Progressista (pró-independência), declarou-se vencedora das eleições realizadas hoje, ao receber mais de 8,1 milhões de votos (57,1% do total), enquanto o seu principal rival, Han Kuo-yu, do Kuomintang (KMT), obteve 5,5 milhões de votos, 38,6%.
Desde que Tsai assumiu seu primeiro mandato presidencial, em 2016, as relações entre Taipé e Pequim vem se deteriorando. A reeleição de Tsai sinaliza a forte oposição dos eleitores da ilha às reivindicações da China sobre aquele território.
No seu discurso, depois da vitória nas eleições, Tsai disse que espera que Pequim possa "interpretar o sinal" dado pelos resultados eleitorais. Segundo ela, os taiwaneses não aceitam as "ameaças" do governo chinês.
"Taiwan mostrou ao mundo o quanto amamos o nosso modo de vida, livre e democrático, bem como a nossa nação", disse a presidenta reeleita.
Tsai Ing-wen derrotou dois adversários: Han Kuo-yu, o principal candidato da oposição, que concorria pelo Partido Nacionalista, e James Soong (conservador e favorável a Pequim) do pequeno Partido Primeiro o Povo.
Agência Brasil
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