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Porto Alegre, quinta-feira, 28 de novembro de 2019.
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Jornal do Comércio

Internacional

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Chile

Edição impressa de 28/11/2019. Alterada em 28/11 às 03h00min

Sebastián Piñera faz reunião de emergência no Chile

Ações com barricadas, incêndios, saques alojas e bloqueios de estradas continuam

Ações com barricadas, incêndios, saques alojas e bloqueios de estradas continuam


CLAUDIO REYES/AFP/JC
O presidente do Chile, Sebastián Piñera, fez, ontem, uma reunião de emergência na tentativa de frear ondas violentas que algumas cidades do país têm vivido, principalmente a capital, Santiago. Piñera pediu ao parlamento que aprove iniciativas para reprimir atos de vandalismo e fortalecer a polícia.
O presidente do Chile, Sebastián Piñera, fez, ontem, uma reunião de emergência na tentativa de frear ondas violentas que algumas cidades do país têm vivido, principalmente a capital, Santiago. Piñera pediu ao parlamento que aprove iniciativas para reprimir atos de vandalismo e fortalecer a polícia.
Os projetos fazem parte da chamada "agenda de segurança". A terça-feira foi de mais uma jornada de violência no Chile, com barricadas, incêndios, saques de lojas e bloqueios de estradas. O presidente disse que "ontem (terça-feira) o país viveu mais um triste dia de destruição, que causou angústia e medo aos chilenos". Ontem também foram registrados confrontos pelo país.
Além da capital, Santiago, as cidades de Tarapacá, Valparaíso e Biobío também registraram manifestações violentas, com ônibus e supermercados incendiados e lojas saqueadas. Segundo o governo chileno, os carabineros, a polícia chilena, trabalhou durante todo o dia na tentativa de restabelecer a ordem pública.
O ministro da Defesa do Chile, Alberto Espina, afirmou que a onda de violência que o país enfrenta há 40 dias é extremamente crítica e que deixou os "policiais absolutamente sobrecarregados e exaustos".
Espina disse, ainda, que "os grupos anarquistas coordenados agem de maneira sistemática em conjunto com grupos de narcotraficantes" e que "isso pode acabar de uma maneira extraordinariamente séria para o país, se a sociedade civil, ao perceber que o Estado não é capaz de proteger seus direitos, decidir sair em legítima defesa. Isso ninguém quer, porque significa que o Estado de Direito está profundamente enfraquecido".
Há 40 dias o país enfrenta protestos e marchas nas ruas. Foram registradas pelo menos 23 mortes, quase 3 mil civis feridos e mais de 200 pessoas que perderam ou tiveram a visão afetada devido a ferimentos por bala de borracha. Entre os policiais, mais de 2 mil ficaram feridos.
Para Piñera, o mais importante, agora, é que o Congresso aprove rapidamente quatro projetos da agenda de segurança para conter a violência: a lei anticapuz, a lei anticonvulsão, a lei antibarricada e a proteção das infraestruturas críticas do país por membros das Forças Armadas.
"Esses projetos são absolutamente urgentes e necessários. O Chile e os chilenos precisam de melhores ferramentas para combater essa violência criminosa que conhecemos nas últimas semanas. É por isso que esses projetos que estão no Congresso devem ser transformados, em questão de dias, em leis da república", afirmou o presidente.
Entre as propostas de Piñera estão o projeto de lei antirroubos, que endurece as sanções contra os crimes de roubo cometidos em manifestações ou situações de calamidades públicas ou de alterações da ordem pública.
Outra medida é uma lei para punir com mais rigor o delito de desordens públicas, quando a pessoa que o comete oculta o rosto com máscaras ou qualquer outro instrumento que não permita que ela seja identificada. Há também uma lei que combate o uso de barricadas e outros elementos que dificultem a livre circulação de pessoas e veículos.
Além disso, o presidente quer modernizar a polícia e estabelecer um estatuto de proteção para as forças policiais e de segurança, que "regulará mais fortemente os números ou ataques prejudiciais cometidos contra a polícia, quando esses atos são cometidos contra funcionários por causa de sua posição ou no exercício de suas funções".
 
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