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Jornal do Comércio

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27/11/2019 - 11h34min. Alterada em 27/11 às 11h34min

Trump quer classificar cartéis de drogas mexicanos como terroristas

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse em uma entrevista divulgada na terça-feira, (26), que pretende classificar os cartéis de drogas do México como "grupos terroristas", decisão que dará a Washington mais poderes para combater o tráfico de drogas e de pessoas.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse em uma entrevista divulgada na terça-feira, (26), que pretende classificar os cartéis de drogas do México como "grupos terroristas", decisão que dará a Washington mais poderes para combater o tráfico de drogas e de pessoas.
"Vou designá-los sim, absolutamente. Estou trabalhando nisso durante 90 dias", disse o presidente. "Mas tal enquadramento não é tão fácil. Existe um processo e estamos em meio a isso", explicou ele em entrevista ao jornalista conservador Bill O'Reilly, da emissora Fox News.
Questionado se usará drones para realizar ataques, Trump disse que ainda não definiu uma estratégia, mas que já ofereceu ao presidente mexicano, Andrés Manuel López Obrador, ajuda no combate aos cartéis.
"Eu ofereci que ele nos deixe entrar para que limpemos tudo, mas ele recusou, por enquanto. Gosto muito do presidente, me dou bem com ele, é muito melhor que o anterior (Enrique Peña Nieto), e, em teoria, este presidente tem tendências socialistas, mas acredito que seja um homem bom", ressaltou Trump.
O governo de López Obrador reagiu rapidamente, com a secretaria de Relações Exteriores informando que contactou distintas autoridades americanas para entender o "conteúdo e os alcances do anúncio" de Trump.
Os EUA têm uma longa lista de organizações classificadas como terroristas, a maioria islâmicas, marxistas ou separatistas. Entre elas estão o palestino Hamas, o libanês Hezbollah, o colombiano Exército de Libertação Nacional (ELN), a Guarda Revolucionária Iraniana e o grupo jihadista Estado Islâmico (EI).
A designação dos cartéis como terroristas pode acarretar novas sanções contra essas organizações, assim como mais recursos para combatê-las. O ministro das Relações Exteriores do México, Marco Ebrard, disse considerar "desnecessário" classificar como "terrorismo" a atividade dos cartéis, e que seu país jamais toleraria qualquer medida que viole sua soberania nacional. "Seremos firmes."
A chancelaria emitiu um comunicado dizendo que buscaria rapidamente realizar uma reunião de alto nível com funcionários do Departamento de Estado dos EUA para tratar da designação legal, bem como do fluxo de armas e dinheiro para o crime organizado.
"O ministro das Relações Exteriores estabelecerá contato com seu colega Michael R. Pompeo, a fim de discutir esta questão muito importante para a agenda bilateral", afirmou o ministério.
Uma vez que um grupo específico é designado como organização terrorista, se torna ilegal que pessoas nos EUA ofereçam ajuda conscientemente aos seus membros, que não podem entrar no país e são sujeitos a deportação.
No início de novembro, Trump se ofereceu para "ajudar" os mexicanos a "travar uma guerra contra os cartéis de drogas e varrê-los da face da terra", após o ataque mais sangrento contra cidadãos americanos no México nos últimos anos.
Três mulheres e seis crianças de dupla nacionalidade EUA-México, membros de uma comunidade mórmon, foram mortos em uma emboscada no norte do território mexicano. As autoridades mexicanas disseram que eles podem ter sido vítimas equivocadas de quadrilhas de traficantes da região.
Alex LeBaron, ex-congressista mexicano e parente de algumas das vítimas, rejeitou a ideia de uma "invasão" nos EUA. "Já fomos invadidos por cartéis terroristas", escreveu ele. "Exigimos uma coordenação real entre os dois países. Ambos são responsáveis pelo crescente comércio de drogas, armas e dinheiro", afirmou.
Estadão Conteúdo
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