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Porto Alegre, quarta-feira, 30 de outubro de 2019.
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Argentina

Edição impressa de 30/10/2019. Alterada em 30/10 às 03h00min

Dois dias depois da eleição, Justiça derruba dois processos contra Cristina Kirchner

Processos a que Cristina não terá mais de responder são relativos a negociação de contratos de obras

Processos a que Cristina não terá mais de responder são relativos a negociação de contratos de obras


WALTER DIAZ/AFP/JC
A vice-presidente eleita da Argentina, Cristina Kirchner, recebeu ontem sua primeira boa notícia depois das eleições. Dois processos a que ela estava respondendo na Justiça caíram por "falta de mérito", segundo a Câmara Federal que as investigava.
A vice-presidente eleita da Argentina, Cristina Kirchner, recebeu ontem sua primeira boa notícia depois das eleições. Dois processos a que ela estava respondendo na Justiça caíram por "falta de mérito", segundo a Câmara Federal que as investigava.
São processos menores em comparação com os nove outros que a ex-presidente ainda enfrenta. Porém, podem sinalizar que a Justiça esteja começando a adotar uma posição mais branda com relação às causas enfrentadas pela vice-presidente.
É preciso lembrar que algo similar ocorreu em 2015, quando a Justiça também decidiu retirar, por "falta de evidências", a participação de Mauricio Macri em um escândalo em que várias pessoas relacionadas a ele haviam sido grampeadas ilegalmente. Naquela ocasião, o processo não caiu e outras pessoas foram condenadas, mas o presidente foi retirado da causa.
Os processos a que Cristina não terá mais de responder são relativos a negociação de contratos de obras públicas durante sua gestão como presidente (2007-2015). Uma está relacionada à construção de vias urbanas e outra, ao de contratação de provedores de gás.
No caso do gás, apenas Cristina está sendo deixada de fora do processo, mas a ação segue incluindo outros funcionários de sua gestão, como o ex-ministro do planejamento, Julio De Vido, que está preso. O outro processo se refere ao recebimento de US$ 15 mil em subornos para favorecer empresas em contratos para obras de corredores viários. Nele, Cristina era acusada de corrupção passiva.
Outros processos seguem em andamento, embora o foro privilegiado da até agora senadora e, depois de 10 de dezembro, vice-presidente, seja um obstáculo para processá-la. Ela teria de ter o foro retirado pelo Congresso ou responder ante a Corte Suprema, dependendo do delito. Essas causas são enriquecimento ilícito, especulação com informação privilegiada sobre o valor da moeda norte-americana, e lavagem de dinheiro armado em torno da rede de hotéis da família, na Patagônia.
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