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Porto Alegre, segunda-feira, 28 de outubro de 2019.
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Jornal do Comércio

Internacional

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Chile

Alterada em 28/10 às 03h00min

Piñera não consegue conter protestos no Chile

Novas manifestações ocorreram ontem no Chile, no décimo dia de uma crise social que amplia diariamente suas exigências, desde mais ciclovias até uma nova Constituição. De qualquer modo, os episódios de vandalismo no país recuaram claramente: de 33, na sexta-feira, para 16 no sábado. Porém, o presidente do Chile, Sebastián Piñera, segue sem conseguir deter a continuidade dos protestos, mesmo com a divulgação, na terça-feira, de uma agenda social que inclui medidas como descontos na luz e nos medicamentos, aumentos nas pensões dos mais pobres e no salário-mínimo.
Novas manifestações ocorreram ontem no Chile, no décimo dia de uma crise social que amplia diariamente suas exigências, desde mais ciclovias até uma nova Constituição. De qualquer modo, os episódios de vandalismo no país recuaram claramente: de 33, na sexta-feira, para 16 no sábado. Porém, o presidente do Chile, Sebastián Piñera, segue sem conseguir deter a continuidade dos protestos, mesmo com a divulgação, na terça-feira, de uma agenda social que inclui medidas como descontos na luz e nos medicamentos, aumentos nas pensões dos mais pobres e no salário-mínimo.
Também ontem, uma pesquisa publicada no diário local La Tercera mostra que o apoio a Piñera despencou para 14% em meio aos recentes protestos. É a menor aprovação de um presidente chileno desde a volta da democracia no país três décadas atrás.

A pesquisa foi conduzida pelo instituto de pesquisa chileno Cadem entre quarta-feira, 23 de outubro, e quinta-feira, 24 de outubro. O período é anterior ao comício que, na sexta-feira, assistiu a um milhão de chilenos, quase um quinto da população da capital Santiago, que foram às ruas para exigir reformas no modelo social e econômico do Chile.

O diário La Tercera classificou os 14% de aprovação de Piñera de "mínimo histórico" e o menor desde o período da ditadura militar (1973-1990) comandada pelo ditador Augusto Pinochet. Mais de três quartos dos chilenos desaprovam a administração de centro-direita de Piñera, revelou a pesquisa.

O Chile, o maior produtor de cobre do mundo, chegou a ser uma das economias de livre mercado mais prósperas e estáveis da região. No entanto, uma arraigada desigualdade social e o crescente custo de vida fizeram aumentar os maciços e às vezes violentos protestos de rua na semana passada.
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