Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, terça-feira, 22 de outubro de 2019.
Dia do Enólogo.

Jornal do Comércio

Internacional

COMENTAR | CORRIGIR

Chile

22/10/2019 - 19h28min. Alterada em 22/10 às 19h28min

Chile enfrenta quinto dia seguido de protestos com novo toque de recolher noturno

Entre as vítimas, há dois colombianos, um equatoriano e um peruano.

Entre as vítimas, há dois colombianos, um equatoriano e um peruano.


MARTIN BERNETTI/AFP/JC
O Chile passa nesta terça-feira (22) pelo quinto dia seguido de protestos que culminaram no país após o aumento da tarifa do metrô. Milhares de manifestantes, sobretudo jovens, se reuniram em pontos de encontro distintos em Santiago e em diversas regiões, para mobilizar protestos pacíficos. Mesmo assim, em dado momento, a polícia tentou dispersar os participantes com bombas de gás lacrimogêneo e mangueiras na capital.
O Chile passa nesta terça-feira (22) pelo quinto dia seguido de protestos que culminaram no país após o aumento da tarifa do metrô. Milhares de manifestantes, sobretudo jovens, se reuniram em pontos de encontro distintos em Santiago e em diversas regiões, para mobilizar protestos pacíficos. Mesmo assim, em dado momento, a polícia tentou dispersar os participantes com bombas de gás lacrimogêneo e mangueiras na capital.
Ainda na manhã desta terça, o governo confirmou 15 mortes desde sexta-feira (18), dia em que as grandes mobilizações se iniciaram. Destes, quatro foram mortos pelos militares que atuam nas ruas devido ao decreto de estado de emergência, e em dois dos casos os militares se entregaram e foram detidos. Entre as vítimas, há dois colombianos, um equatoriano e um peruano. Até o momento, 2,6 mil pessoas foram detidas, muitas delas após desafiarem o toque de recolher na noite de segunda-feira (21).
O Exército chileno confirmou a quarta noite seguida de toque de recolher na capital e região metropolitana, além de outras províncias. Em Valparaíso, o toque de recolher será próximo a 12 horas, se estendendo das 18h desta terça até as 5h30min de quarta-feira.
As aulas permaneceram canceladas nesta terça em escolas e universidades, enquanto somente uma linha de metrô funciona em Santiago. Filas se formam nas estações ativas e em pontos de ônibus que substituem as rotas do metrô, enquanto muitos tentam manter a rotina, apesar das recomendações para não sair de casa.
Em tom de mudança de discurso, o presidente Sebastián Piñera havia anunciado ainda na noite de segunda-feira a disposição para o diálogo, após ter afirmado que o Chile estaria "em guerra", devido aos manifestantes violentos.
Nesta terça, ele convocou uma reunião com diversas lideranças políticas, entre elas de partidos da esquerda, para formar um "novo contrato social", com o objetivo de conter os protestos. Porém, todos os partidos de oposição da esquerda se recusaram a se encontrar com Piñera, alegando que o governo falhou em garantir direitos humanos aos manifestantes, além de fornecer detalhes sobre as circunstâncias das mortes dos manifestantes. (com agências internacionais)
Estadão Conteúdo
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia