Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, quarta-feira, 09 de outubro de 2019.
Dia Mundial dos Correios.

Jornal do Comércio

Internacional

COMENTAR | CORRIGIR

Europa

Edição impressa de 09/10/2019. Alterada em 09/10 às 03h00min

Socialista António Costa inicia diálogo por coalizão em Portugal

O primeiro-ministro de Portugal, o socialista António Costa, que saiu das urnas como vencedor das eleições legislativas de domingo, poderá formar um novo governo minoritário, mas ainda deve buscar uma coalizão que garanta sua estabilidade em meio a um contexto de incerteza econômica.

O Partido Socialista se manteve como primeira força no Parlamento português, com 106 das 230 cadeiras, 20 a mais do que nas eleições de 2015. Mas Costa está muito abaixo da maioria de 116 cadeiras e deverá negociar com pelo menos um dos partidos da esquerda antiliberal. Ex-prefeito de Lisboa, Costa prometeu que tentará "renovar" sua aliança com o Bloco de Esquerda (esquerda radical) e os comunistas.

O problema foi o desempenho dos parceiros de coalizão. O Bloco de Esquerda manteve as mesmas 19 cadeiras e os comunistas perderam terreno (tinham 17 deputados e agora, 12). Diferentemente do que ocorreu em 2015, quando Costa precisou do apoio dos dois grupos, agora bastaria um para formar um governo.

O socialista também pode recorrer a outros aliados, como o partido PAN, que passou de um a quatro deputados, e o Livre (ecologistas) que elegeu uma deputada. Outra hipótese seria a de Costa não fechar acordo com nenhum partido e negociar apoios pontuais antes de cada votação.

Pelo fato de seu partido ser mais forte que o conjunto da direita (que obteve 84 cadeiras), para Costa bastaria a abstenção do restante da esquerda no Parlamento. Mas essa fórmula é a mais arriscada de todas.

O Bloco de Esquerda e os comunistas - que fizeram parte da coalizão anterior - agora exigem um novo aumento do salário-mínimo ou mais investimentos nos serviços públicos, o que pode agravar as contas públicas. "Os próximos anos não serão fáceis", advertiu o presidente conservador Marcelo Rebelo de Sousa, que encarregará Costa de formar um governo.

COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia