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Porto Alegre, segunda-feira, 07 de outubro de 2019.
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Europa

Edição impressa de 07/10/2019. Alterada em 07/10 às 03h00min

Socialistas vencem eleições em Portugal

Primeiro-ministro Antonio Costa deve manter política que tirou o país da crise econômica

Primeiro-ministro Antonio Costa deve manter política que tirou o país da crise econômica


PATRICIA DE MELO MOREIRA/AFP/JC
Os socialistas obtiveram a vitória nas eleições legislativas deste domingo em Portugal. O resultado da apuração confirmou o que apontavam as pesquisas de boca de urna, que indicavam que o Partido Socialista, de centro-esquerda, obteria a maioria dos votos e deveria seguir no governo por mais quatro anos. A sigla, entretanto, não atingiu maioria na Assembleia da República, o Parlamento do país.
Os socialistas obtiveram a vitória nas eleições legislativas deste domingo em Portugal. O resultado da apuração confirmou o que apontavam as pesquisas de boca de urna, que indicavam que o Partido Socialista, de centro-esquerda, obteria a maioria dos votos e deveria seguir no governo por mais quatro anos. A sigla, entretanto, não atingiu maioria na Assembleia da República, o Parlamento do país.
Com 98,9% dos votos apurados, os socialistas tinham 36,66% dos votos. Já o principal partido de oposição, o Social Democrata, obteve entre 27,96%. O Bloco de Esquerda conquistou 9,68%.
Com a confirmação dos números, o Partido Socialista precisará buscar alianças com outros partidos de esquerda, como fez no último mandato com o Partido Comunista Português e o radical Bloco de Esquerda. O partido que ganha mais assentos na Assembleia da República é convidado a formar um novo governo e a nomear um primeiro-ministro para liderar o país.
O líder socialista e primeiro-ministro Antonio Costa assumiu o poder quatro anos atrás, com a promessa de desfazer as medidas de austeridade introduzidas durante a crise financeira, quando Portugal precisou de um resgate internacional. Agora, seu governo estaria pronto para colher os frutos de uma recuperação econômica nos últimos anos. O crescimento passou de 0,2% em 2014 para 2,1% em 2018 e o desemprego caiu cerca de metade, para 6%, durante esse período.
As abstenções chegaram a um índice recorde de 45,55%. Em 2015, o percentual chegou a 44,1%.
Sob o comando do Partido Socialista, Portugal se tornou um país convidativo, com posições liberais e receptivo a imigrantes. Há um consenso em Portugal de que os imigrantes são indispensáveis para preencher os trabalhos indesejáveis e ajudar a desarmar a bomba-relógio demográfica, com uma baixa taxa de natalidade e um decrescimento da população. Isso abafou a ascensão de partidos nacionalistas, que permaneceram pequenos e à margem do cenário político.
 
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