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Porto Alegre, sexta-feira, 04 de outubro de 2019.
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Jornal do Comércio

Internacional

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Equador

Alterada em 04/10 às 12h26min

Entenda os protestos contra alta dos combustíveis no Equador

O Equador registrou uma série de protestos após o governo anunciar a suspensão dos subsídios sobre combustíveis. Na quinta-feira (3), houve confronto entre manifestantes e policiais em várias partes do país. Ao menos 19 manifestantes foram presos até agora.
O Equador registrou uma série de protestos após o governo anunciar a suspensão dos subsídios sobre combustíveis. Na quinta-feira (3), houve confronto entre manifestantes e policiais em várias partes do país. Ao menos 19 manifestantes foram presos até agora.
 
O presidente Lenín Moreno anunciou estado de exceção, proibindo a realização de protestos por 60 dias. Ainda assim, sindicatos de motoristas convocaram novos atos para esta sexta-feira (4).
 
Os protestos contra a alta dos preços dos combustíveis levaram ao bloqueio de avenidas e rodovias. Imagens que circulam nas redes sociais mostram cenas de batalha campal no centro da capital, Quito. Há o temor de que a violência se intensifique com a promulgação do estado de exceção, que prevê a mobilização das Forças Armadas para conter protestos em todo o território equatoriano. "Estamos em uma ação indefinida até que o governo revogue o decreto sobre subsídios. Estamos paralisando a nação" declarou o à agência de notícias Reuters o líder sindicalista Abel Gómez.
 
Após o anúncio da suspensão dos subsídios, os preços da gasolina e do diesel subiram em até 123%. Motoristas do sistema de transporte público, que lideram os protestos, são uma das categorias mais afetadas pelo decreto. A medida integra um pacote de controle de gastos públicos e responde às exigências do FMI (Fundo Monetário Internacional) em troca de empréstimos de US$ 10,2 bilhões (R$ 41,6 bilhões), segundo acordo firmado com as autoridades equatorianas em março.
 
O presidente Lenín Moreno não deu sinais de que recuará da decisão para acalmar os protestos: "[As manifestações] nos fazem presumir que, no melhor dos casos, a intenção (.) é definitivamente desestabilizar o governo democraticamente e legalmente constituído", afirmou, de acordo com o jornal El Comercio.
 
Ex-aliado de Moreno, o ex-presidente Rafael Correa declarou apoio às manifestações no Equador.
Moreno foi eleito presidente em abril de 2017 prometendo dar continuidade às políticas de esquerda de Correa. No entanto, após chegar ao poder, Moreno se distanciou de seu padrinho político e forjou alianças com partidos de centro e de direita.
 
"Isto demonstra a crise moral que vive a pátria, por conta do pior governo da história (.) Fora todos! Convoquem eleições. Recuperemos a paz", disse Correa em um rede social.
Daniel Avelar da Folhapress
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