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Porto Alegre, sexta-feira, 04 de outubro de 2019.
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Internacional

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Estados Unidos

Edição impressa de 04/10/2019. Alterada em 04/10 às 03h00min

Condenação de ex-policial reacende debate sobre racismo nos EUA

A condenação de uma ex-agente de polícia branca pelo assassinato de seu vizinho negro reacendeu o debate sobre justiça racial nos Estados Unidos nesta semana. Na quarta-feira, um júri no estado norte-americano do Texas decidiu sentenciar Amber Guyger, de 31 anos, a dez anos de prisão por homicídio doloso (quando há a intenção de matar).

O julgamento chamou a atenção do país por ser um dos raros casos em que agentes de segurança sofreram as consequências na Justiça após matarem vítimas negras desarmadas. Em 6 de setembro de 2018, Amber entrou no apartamento de seu vizinho Botham Jean, na cidade de Dallas, e disparou contra ele. Jean tinha 26 anos e estava sentado no sofá de sua casa tomando sorvete enquanto assistia à TV.

A defesa de Amber diz que ela entrou no lar de Jean por engano e atirou contra ele pensando se tratar de um invasor. Com isso, os advogados esperavam conseguir uma condenação por homicídio culposo (quando não há intenção de matar), sujeito a penas mais brandas.

Do lado de fora do tribunal, alguns ativistas protestaram após o anúncio da sentença, considerada curta -a promotoria pedia uma pena de 28 anos atrás das grades.

Já dentro da corte, Brandt Jean, irmão da vítima, abraçou Amber e disse tê-la perdoado: "Eu não pretendia dizer isso na frente da minha família ou de ninguém, mas eu nem gostaria que você fosse para a cadeia. Eu quero o melhor para você".

Policiais norte-americanos matam aproximadamente mil pessoas por ano, de acordo com estimativas recentes. Cidadãos negros correm três vezes mais perigo de serem mortos pela polícia que pessoas brancas.

No entanto, a condenação de agentes de segurança que extrapolam suas prerrogativas não é uma regra. Um estudo divulgado em março mostrou que, desde 2005, apenas 35 policiais receberam sentenças por mortes provocadas em serviço; destes, apenas três agentes foram condenados por homicídio doloso.

Conforme especialistas, a alta impunidade para policiais que atiram contra pessoas inocentes se deve a falhas do sistema de Justiça, especialmente no processo de seleção de jurados. O júri que decidiu condenar Amber era composto por uma maioria expressiva de pessoas não brancas, o que é incomum.
A condenação de uma ex-agente de polícia branca pelo assassinato de seu vizinho negro reacendeu o debate sobre justiça racial nos Estados Unidos nesta semana. Na quarta-feira, um júri no estado norte-americano do Texas decidiu sentenciar Amber Guyger, de 31 anos, a dez anos de prisão por homicídio doloso (quando há a intenção de matar).

O julgamento chamou a atenção do país por ser um dos raros casos em que agentes de segurança sofreram as consequências na Justiça após matarem vítimas negras desarmadas. Em 6 de setembro de 2018, Amber entrou no apartamento de seu vizinho Botham Jean, na cidade de Dallas, e disparou contra ele. Jean tinha 26 anos e estava sentado no sofá de sua casa tomando sorvete enquanto assistia à TV.

A defesa de Amber diz que ela entrou no lar de Jean por engano e atirou contra ele pensando se tratar de um invasor. Com isso, os advogados esperavam conseguir uma condenação por homicídio culposo (quando não há intenção de matar), sujeito a penas mais brandas.

Do lado de fora do tribunal, alguns ativistas protestaram após o anúncio da sentença, considerada curta -a promotoria pedia uma pena de 28 anos atrás das grades.

Já dentro da corte, Brandt Jean, irmão da vítima, abraçou Amber e disse tê-la perdoado: "Eu não pretendia dizer isso na frente da minha família ou de ninguém, mas eu nem gostaria que você fosse para a cadeia. Eu quero o melhor para você".

Policiais norte-americanos matam aproximadamente mil pessoas por ano, de acordo com estimativas recentes. Cidadãos negros correm três vezes mais perigo de serem mortos pela polícia que pessoas brancas.

No entanto, a condenação de agentes de segurança que extrapolam suas prerrogativas não é uma regra. Um estudo divulgado em março mostrou que, desde 2005, apenas 35 policiais receberam sentenças por mortes provocadas em serviço; destes, apenas três agentes foram condenados por homicídio doloso.

Conforme especialistas, a alta impunidade para policiais que atiram contra pessoas inocentes se deve a falhas do sistema de Justiça, especialmente no processo de seleção de jurados. O júri que decidiu condenar Amber era composto por uma maioria expressiva de pessoas não brancas, o que é incomum.

Negros têm três vezes mais chances de serem mortos por policiais

Policiais norte-americanos matam aproximadamente mil pessoas por ano, de acordo com estimativas recentes. Cidadãos negros correm três vezes mais perigo de serem mortos pela polícia que pessoas brancas.
No entanto, a condenação de agentes de segurança que extrapolam suas prerrogativas não é uma regra. Um estudo divulgado em março mostrou que, desde 2005, apenas 35 policiais receberam sentenças por mortes provocadas em serviço; destes, apenas três agentes foram condenados por homicídio doloso.
Conforme especialistas, a alta impunidade para policiais que atiram contra pessoas inocentes se deve a falhas do sistema de Justiça, especialmente no processo de seleção de jurados. O júri que decidiu condenar Amber era composto por uma maioria expressiva de pessoas não brancas, o que é incomum.
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