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Porto Alegre, sexta-feira, 27 de setembro de 2019.
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Relações Exteriores

Edição impressa de 27/09/2019. Alterada em 27/09 às 03h00min

Telefonema prejudica imagem de líder ucraniano

O telefonema que embasa o pedido de impeachment de Trump atingiu duramente o homem do outro lado da linha: Volodymyr Zelensky, o novato que tomou de assalto o poder na Ucrânia neste ano. Até dezembro, era conhecido no seu país apenas por fazer o papel, na TV, de um presidente acidental, um professor que foi eleito após um discurso anticorrupção dado a alunos viralizar na internet.
O telefonema que embasa o pedido de impeachment de Trump atingiu duramente o homem do outro lado da linha: Volodymyr Zelensky, o novato que tomou de assalto o poder na Ucrânia neste ano. Até dezembro, era conhecido no seu país apenas por fazer o papel, na TV, de um presidente acidental, um professor que foi eleito após um discurso anticorrupção dado a alunos viralizar na internet.
Tudo foi transportado para a realidade: o comediante virou candidato na virada do ano e até seu partido, o Servo do Povo, tem o mesmo nome da versão televisiva. Não foram poucos que viram nisso o dedo do bilionário que comandava o canal que veiculava a atração, mas o presidente foi em frente.
Acabou no segundo turno com o então presidente Petro Porochenko, herói da autodenominada revolução de 2014, que derrubou o governo pró-Kremlin em Kiev - e levou Vladimir Putin a patrocinar a secessão e a anexação da península de maioria russa da Crimeia, seu mais audacioso golpe externo em 20 anos de poder.
Vencendo de forma arrasadora, com 73,2% dos votos, Zelensky trabalhou então para superar o principal calcanhar de Aquiles de sua versão da TV: o Parlamento. Evitou conviver com um premiê e com congressistas hostis, e adiantou as eleições.
O telefonema coloca todo esse esforço por água abaixo. A transcrição da Casa Branca mostra Zelensky chamando o norte-americano de professor e falando mal da Europa, na figura da chanceler alemã, Angela Merkel. Ele concorda veementemente com Trump que são os EUA, e não o bloco liderado pela Alemanha, que agem para fazer valer os interesses da Ucrânia em se ligar ao Ocidente.
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