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Estados Unidos

- Publicada em 03h19min, 26/09/2019. Atualizada em 03h00min, 26/09/2019.

Transcrição mostra que Trump pediu à Ucrânia para investigar filho de Biden

Republicano chama denúncia contra ele de 'crise fabricada'

Republicano chama denúncia contra ele de 'crise fabricada'


SAUL LOEB/AFP/JC
Em uma ligação telefônica realizada em 25 julho, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu ao presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, que investigasse se o democrata Joe Biden obstruiu investigações sobre seu filho. O trecho da conversa foi revelado pela Casa Branca ontem. "Biden se gabou de ter parado a promotoria, então, se você puder investigar... Para mim, parece algo horrível", disse Trump, segundo o memorando.
Em uma ligação telefônica realizada em 25 julho, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu ao presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, que investigasse se o democrata Joe Biden obstruiu investigações sobre seu filho. O trecho da conversa foi revelado pela Casa Branca ontem. "Biden se gabou de ter parado a promotoria, então, se você puder investigar... Para mim, parece algo horrível", disse Trump, segundo o memorando.
Hunter Biden - filho do pré-candidato à presidência nas próximas eleições - é integrante do conselho de uma empresa de gás ucraniana. Vice de Barack Obama por oito anos, Joe Biden lidera a corrida democrata para ser o candidato do partido em 2020. No início deste ano, uma autoridade ucraniana disse que não tinha evidências de irregularidades cometidas por ele ou seu filho.
Trump disse a Zelenski que o procurador-geral dos EUA, William Barr, entraria em contato com ele sobre a reabertura da investigação na empresa em que Hunter trabalha. "Há muita conversa sobre o filho de Biden, que Biden parou a promotoria, e muitas pessoas querem descobrir sobre isso, então tudo o que você puder fazer com o procurador-geral seria ótimo", disse o presidente.
Uma semana antes do telefonema, o republicano havia congelado uma ajuda de cerca de US$ 250 milhões (R$ 1,04 bilhão) para a Ucrânia. A oposição afirma que ele usou a verba para pressionar Zelenski a investigar o filho de Biden, o que a Casa Branca nega. Em 11 de setembro - portanto, após a conversa -, a verba foi descongelada.
Na terça-feira, a presidente da Câmara dos Representantes dos EUA, a democrata Nancy Pelosi, anunciou a abertura de um processo de impeachment contra o presidente em razão do telefonema. "Isso é uma violação da Constituição", afirmou Nancy ao anunciar a abertura do processo. "O presidente precisa ser responsabilizado. Ninguém está acima da lei", disse ela após um encontro com a bancada democrata, que tem maioria na Câmara.
Após a divulgação da conversa, ontem, Nancy afirmou que o conteúdo da ligação reforça a necessidade de dar continuidade ao processo. "A divulgação das notas da ligação pela Casa Branca confirma que o presidente se envolveu em um comportamento que prejudica a integridade de nossas eleições, a dignidade do cargo que ocupa e nossa segurança nacional", afirmou em comunicado.
Um agente de inteligência que ouviu a conversa de Trump com o líder ucraniano - um procedimento padrão nos Estados Unidos - alertou as autoridades de forma anônima que o presidente teria colocado em perigo a segurança nacional. O Congresso foi automaticamente avisado do problema, mas não recebeu detalhes.
Com isso, os deputados fizeram duas requisições ao governo: que liberasse a transcrição das conversas do presidente com Zelenski e que permitisse que o agente que ouviu a ligação testemunhasse sobre o caso (ele ainda não teve o nome divulgado). O início do confronto se deu enquanto Trump estava em Nova Iorque para a sessão de abertura da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, levando o presidente a atuar como um estadista global ao mesmo tempo que se defendia de seus inimigos em Washington.
Durante um encontro em Nova Iorque com o premiê japonês, Shinzo Abe, Trump voltou a minimizar as acusações de Nancy. "Ela perde seu tempo com uma crise fabricada", afirmou.
 
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