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Argentina

- Publicada em 03h03min, 23/09/2019. Atualizada em 03h00min, 23/09/2019.

Cristina Kirchner é indiciada por corrupção no caso do 'escândalo dos cadernos'

Ex-presidente e os outros acusados devem responder por 'associação ilícita' e corrupção

Ex-presidente e os outros acusados devem responder por 'associação ilícita' e corrupção


AFP/JC
A ex-presidente argentina Cristina Kirchner foi indiciada, na sexta-feira, pela justiça federal do país em um caso de corrupção ligado ao "escândalo dos cadernos" - no total, ela responde a 11 processos. Além da atual senadora e candidata a vice na chapa de Alberto Fernández, outras 53 pessoas também foram indiciadas.
A ex-presidente argentina Cristina Kirchner foi indiciada, na sexta-feira, pela justiça federal do país em um caso de corrupção ligado ao "escândalo dos cadernos" - no total, ela responde a 11 processos. Além da atual senadora e candidata a vice na chapa de Alberto Fernández, outras 53 pessoas também foram indiciadas.
O juiz federal Claudio Bonadio determinou que a ex-presidente e os outros acusados devem responder por "associação ilícita" e corrupção. A tendência, porém, é que o caso ainda demore a ser concluído, já que todos os envolvidos têm direito a entrar com um recurso contra a decisão e só quando eles forem resolvidos é que o processo poderá avançar.
O "escândalo dos cadernos" estourou no ano passado, quando Oscar Centeno, ex-motorista do Ministério do Desenvolvimento, entregou ao jornal La Nación cópias de dezenas de anotações em que registrou supostas entregas de pacotes com dinheiro de empresários a funcionários do governo. Os pagamentos seriam subornos dados para agentes públicos em troca de favorecimento em obras estatais. O caso envolve os principais empresários do país, como Paolo Rocca (da Techint), Ángelo Calcaterra (primo do presidente Mauricio Macri) e Enrique Pescarmona (da área de engenharia).
Bonadio também voltou a pedir ao Senado que retire a imunidade de Cristina para que ela possa cumprir a prisão preventiva já ordenada pela Justiça. Mas a Casa, que tem maioria peronista, se nega a colocar o assunto em votação.
Em sua decisão, o juiz afirmou que "os delitos puderam ser realizados por conta da cobertura fornecida por funcionários em altos cargos, devendo destacar que muitas das condutas ilícitas que se encontram provadas nesta instância foram reconhecidas pelos seus autores". Durante a investigação, Bonadio vem usando a figura da "Lei do Arrependido", parecida à da delação premiada do Brasil.
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