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Nações Unidas

- Publicada em 03h03min, 23/09/2019. Atualizada em 03h00min, 23/09/2019.

Debates da Assembleia Geral da ONU começam hoje

A 74ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), que começou no dia 17 de setembro, em Nova Iorque, sob a presidência do nigeriano Tijjani Muhammad-Bande, vai realizar cinco eventos de alto nível entre hoje e sexta-feira e reunir os líderes para uma cúpula sobre o clima, convocada pelo secretário-geral da ONU, António Guterres.
A 74ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), que começou no dia 17 de setembro, em Nova Iorque, sob a presidência do nigeriano Tijjani Muhammad-Bande, vai realizar cinco eventos de alto nível entre hoje e sexta-feira e reunir os líderes para uma cúpula sobre o clima, convocada pelo secretário-geral da ONU, António Guterres.
Essa edição tem como tema a união de esforços multilaterais para a erradicação da pobreza, educação de qualidade, ação climática e inclusão e espera a participação de 196 membros. Uma cúpula, um fórum político, um diálogo e três reuniões de alto nível completam a semana preparada pela Assembleia Geral.
A semana começa com a Cúpula da Ação Climática, depois de um fim de semana dedicado às vozes dos jovens ativistas pelo ambiente. Na reunião de alto nível, deverão discursar, líderes políticos e organizações com planos mais ambiciosos para a sustentabilidade do mundo, o combate às alterações climáticas e para uma economia verde.
A primeira reunião de alto nível da ONU sobre cobertura universal de saúde também ocorre hoje com o lema "unidos para construir um mundo mais saudável". O evento acontece pela primeira vez na ONU, em um contexto em que todos os países se comprometeram em oferecer saúde universal até 2030.
Amanhã e quarta-feira, nos primeiros dois dias do debate geral da Assembleia, será realizado o fórum político sobre Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). O evento será o primeiro a analisar os progressos desde a assinatura da Agenda 2030 por mais de 190 países, há quatro anos, e a adoção de 17 ODS para um mundo mais sustentável e igualitário em assuntos de ambiente, trabalho digno, condições de vida, qualidade de serviços de saúde, igualdade social, acesso à educação e proteção da natureza.

Jovens enviam 'lições aos adultos' em greve pelo clima

Ativista sueca Greta Thunberg (c), de 16 anos, é a líder do movimento
Ativista sueca Greta Thunberg (c), de 16 anos, é a líder do movimento
TIMOTHY A. CLARY/AFP/JC
O 20 de setembro de 2019 vai ficar marcado na história nova-iorquina como o dia em que a cidade parou para ouvir uma jovem de 16 anos discursar sobre o clima. A ativista sueca Greta Thunberg é considerada a inspiradora de um movimento de estudantes que, na sexta-feira, realizou a terceira greve global pelo clima. O Brasil também registrou protestos.
Greta, que criou as greves estudantis pelo clima, disse que a principal mensagem veio dos estudantes. "Escapamos da classe para lhes dar uma lição" foi uma mensagem frequente nos cartazes, assim como "se vocês estivessem fazendo seu trabalho, nós estaríamos na escola".
Cerca de 1,1 milhão de estudantes das escolas públicas de Nova Iorque foram dispensados da aula para participar da marcha. Além da predominância de estudantes entre 12 e 17 anos, jovens de diversos países também integraram o protesto, que aconteceu a apenas três dias da Cúpula do Clima da ONU, marcada para hoje. Centenas de pais também aproveitam para levar filhos pequenos e até bebês ao protesto, também com mensagens comoventes.
Cartazes pela Amazônia foram levados por jovens dos Estados Unidos e também de países latino-americanos, como Colômbia, Equador e Brasil.

Especialistas alertam para risco de pandemias globais

Estudo que aponta para o risco de pandemias globais de doenças graves como ebola, influenza e a Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars) será apresentado na Assembleia Geral amanhã. O relatório A World At Risk (Um mundo em risco) é o primeiro documento anual elaborado pelo órgão independente Global Preparedness Monitoring Board - GPMB (Conselho de Monitoramento da Preparação Global), lançado em 2018.

Segundo o relatório, questões como conflitos prolongados, estados frágeis e migrações forçadas favorecem a rápida circulação de vírus letais em todo o mundo, bem como as mudanças climáticas, a crescente urbanização e a falta de água tratada e de saneamento básico. De acordo com a co-presidente do GPMB, Gro Harlem Brundtland, os líderes mundiais têm respondido às emergências em saúde com ciclos de pânico e negligência.

De acordo com o documento, se o mundo enfrentasse um surto como a pandemia de influenza de 1918, o vírus poderia se espalhar globalmente em 36 horas e o número de vítimas fatais poderia chegar a 80 milhões de pessoas. Conhecida como Gripe Espanhola, estima-se que a pandemia do início do século passado infectou 500 milhões de pessoas, um terço da população mundial na época, com 50 milhões de mortes, o equivalente a cerca de 3% da população.

O documento alerta que uma pandemia nessas proporções na atualidade pode destruir 5% da economia global, além de colapsar sistemas nacionais de saúde. Entre 2011 e 2018 a Organização Mundial da Saúde acompanhou 1.483 eventos epidêmicos em 172 países, de doenças como ebola, zika, Sars e febre amarela. No Brasil, foram detectadas epidemias de febre amarela, malária e zika.

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