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Uruguai

- Publicada em 03h04min, 16/09/2019. Atualizada em 03h00min, 16/09/2019.

Avanço de direitos civis passará incólume por eleições presidenciais uruguaias

Enquanto países como Brasil e Argentina observam o avanço de leis e garantias de direitos civis empacar ou mesmo retroceder, o Uruguai se aproxima das próximas eleições presidenciais com um panorama diferente. Ainda que os principais candidatos ao pleito de 27 de outubro pertençam a espectros ideológicos diferentes, todos defendem legislações já aprovadas e colocadas em prática. Entre elas, as que projetaram o país como espaço de vanguarda na região nos últimos 15 anos: legalização do aborto pela vontade única da mulher (até a 12ª semana de gravidez, ou em período mais avançado, em caso de risco para a mãe), matrimônio igualitário, cotas para mulheres no Parlamento e estatização da produção e da distribuição de maconha.
Enquanto países como Brasil e Argentina observam o avanço de leis e garantias de direitos civis empacar ou mesmo retroceder, o Uruguai se aproxima das próximas eleições presidenciais com um panorama diferente. Ainda que os principais candidatos ao pleito de 27 de outubro pertençam a espectros ideológicos diferentes, todos defendem legislações já aprovadas e colocadas em prática. Entre elas, as que projetaram o país como espaço de vanguarda na região nos últimos 15 anos: legalização do aborto pela vontade única da mulher (até a 12ª semana de gravidez, ou em período mais avançado, em caso de risco para a mãe), matrimônio igualitário, cotas para mulheres no Parlamento e estatização da produção e da distribuição de maconha.
Tanto o líder nas pesquisas, o ex-prefeito de Montevidéu Daniel Martínez, da coalizão de esquerda Frente Ampla, no poder desde 2005, quanto os liberais Luis Lacalle Pou, do Partido Nacional, e Ernesto Talvi, do Partido Colorado, não têm intenção de retroceder nas pautas progressistas conquistadas até aqui. O atual presidente uruguaio, Tabaré Vázquez, ele mesmo contrário ao aborto e à legalização da maconha, ao assumir o cargo, disse: "Sou contra ambas, mas, antes de tudo, sou um legalista, e essas leis foram aprovadas pelo Congresso uruguaio, portanto eu as implementarei porque manda a lei". Foi o que acabou acontecendo.
As discordâncias entre os candidatos são basicamente na área de economia e envolvem propostas sobre como manter a taxa de crescimento do país, cuja média nos últimos 15 anos é de 3%. Educação, que já foi um dos pilares da sociedade uruguaia e hoje está em decadência, e segurança também são temas de discussão.
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