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Porto Alegre, quinta-feira, 12 de setembro de 2019.

Jornal do Comércio

Internacional

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Chile

Edição impressa de 12/09/2019. Alterada em 12/09 às 03h00min

Atos lembram 46 anos da ditadura de Pinochet

O Chile recordou ontem os 46 anos do golpe militar que derrubou o presidente Salvador Allende e levou ao poder o ditador Augusto Pinochet. Em Santiago, um grupo de mulheres percorreu centros de tortura do regime militar para lembrar a data. "Decidimos fazer uma procissão pelos centros de tortura, sequestro e violência sexual na ditadura e perderam visibilidade histórica", disse a ex-presa política Beatriz Bataszew, porta-voz do grupo 8M.
O Chile recordou ontem os 46 anos do golpe militar que derrubou o presidente Salvador Allende e levou ao poder o ditador Augusto Pinochet. Em Santiago, um grupo de mulheres percorreu centros de tortura do regime militar para lembrar a data. "Decidimos fazer uma procissão pelos centros de tortura, sequestro e violência sexual na ditadura e perderam visibilidade histórica", disse a ex-presa política Beatriz Bataszew, porta-voz do grupo 8M.
Allende foi eleito em 1970 com uma plataforma socialista, em plena Guerra Fria. Em 1973, as Forças Armadas chilenas lideraram um golpe, bombardeando o Palácio de La Moneda, no centro de Santiago. O presidente cometeu suicídio durante a ofensiva.
Nos dias que se seguiram, a junta militar liderada pelo general Pinochet deu início a uma onda de repressão no país, com prisões, torturas e perseguições a grupos de esquerda. O Estádio Nacional de Santiago foi transformado em um centro de detenção provisória, com os vestiários transformados em celas e palco de execuções sumárias.
A ditadura chilena durou 17 anos, com o apoio de outros regimes do Cone Sul, no que ficou conhecido como Operação Condor. Ao longo do período, estima-se que 3 mil pessoas morreram ou desapareceram nas mãos do Estado.
Recentemente, o presidente Jair Bolsonaro atacou a ex-presidente do Chile Michelle Bachelet e seu pai, Alberto Bachelet - torturado e morto pela ditadura -, e exaltou o golpe no país vizinho. O governante brasileiro afirmou que o Chile "só não é uma Cuba" por causa do golpe militar, que, segundo Bolsonaro, "deu um basta à esquerda" no país, "entre esses comunistas o seu pai, brigadeiro à época".
Aliado de Bolsonaro, o presidente do Chile, Sebastián Piñera, disse que não compartilha da alusão feita à ex-presidente do Chile e, "especialmente, num assunto tão doloroso quanto a morte de seu pai".
 
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