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Porto Alegre, terça-feira, 10 de setembro de 2019.

Jornal do Comércio

Internacional

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Reino Unido

Edição impressa de 10/09/2019. Alterada em 10/09 às 03h00min

Johnson rejeita prorrogar prazo para o Brexit

Na rua, manifestantes contra saída da União Europeia fizeram protesto

Na rua, manifestantes contra saída da União Europeia fizeram protesto


TOLGA AKMEN/AFP/JC
O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, rejeitou pedir mais prazo para a União Europeia (UE) e adiar a saída do país do bloco. Segundo o premiê, o povo britânico poderia participar de uma eleição geral antecipada e decidir se deseja essa alternativa para o Brexit. Porém, o Parlamento frustrou mais uma vez as intenções de Johnson e rejeitou na noite de ontem (já madrugada de terça-feira em Londres) o pedido para antecipar eleições.
O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, rejeitou pedir mais prazo para a União Europeia (UE) e adiar a saída do país do bloco. Segundo o premiê, o povo britânico poderia participar de uma eleição geral antecipada e decidir se deseja essa alternativa para o Brexit. Porém, o Parlamento frustrou mais uma vez as intenções de Johnson e rejeitou na noite de ontem (já madrugada de terça-feira em Londres) o pedido para antecipar eleições.
Foram 293 votos a favor da proposta oficial, mas o governo não conseguiu a maioria de dois terços necessária para antecipar a disputa nas urnas. Outros 46 legisladores votaram contra a proposta. A medida foi a última decisão da Câmara dos Comuns, pouco antes de o Parlamento entrar em recesso até 14 de outubro.
Para Johnson, a eleição antecipada seria o meio de se sair do impasse atual, no qual o Parlamento pressiona para que apenas se deixe a UE após um acordo com o bloco. O premiê diz que conseguirá renegociar os termos da saída a tempo, mas há grande ceticismo em Londres sobre suas chances de sucesso. Do lado de fora do Legislativo, manifestantes contrários à retirada britânica da UE pressionavam o governo a recuar de sua decisão.
Como resultado de outra uma votação parlamentar, Johnson será obrigado a divulgar documentos relacionados aos preparativos do Brexit e à suspensão do Parlamento. Por uma maioria de 311 votos a favor (e 302 contra), foi aprovada a iniciativa do deputado independente Dominic Grieve, que foi expulso do grupo parlamentar conservador após votar contra o governo na semana passada.
A proposta, apresentada na sequência de um pedido para um debate de urgência e com o apoio de deputados da oposição, exige a divulgação de documentos relacionados com a operação Yellowhammer, o nome dado aos preparativos para uma saída da UE sem acordo. Requer, também, a divulgação de correspondência, incluindo mensagens eletrônicas trocadas entre assessores de Johnson na preparação da suspensão do Parlamento.
Sobre a suspensão do Parlamento, os deputados querem saber o teor das discussões entre os assessores, pois a decisão determinou a interrupção dos trabalhos durante cinco semanas a poucos dias do prazo para o Brexit. A decisão foi imposta por Johnson com o objetivo de evitar que os parlamentares barrassem a saída sem acordo.
Mais cedo, o presidente da Câmara dos Comuns, John Bercow, anunciou sua renúncia após dez anos no cargo. Em pronunciamento perante os deputados, ele afirmou que deve deixar o posto no dia 31. Caso o país tenha uma nova eleição antes disso, ele sairá antes do pleito.
Os parlamentares deveriam votar ainda nesta segunda-feira a proposta de Johnson para realizar novas eleições no dia 15 de outubro (até o horário do fechamento, não havia informações sobre o resultado), mas a tendência era de que ela não fosse aprovada, já que a oposição é contra a medida e tem maioria no Legislativo.
Minutos antes do pronunciamento de Bercow, a rainha Elizabeth II aprovou a lei que impede o premiê de tirar o país da UE sem um acordo. A sanção da Coroa era a última etapa que faltava para que o projeto tivesse validade.
 
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