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Porto Alegre, sexta-feira, 06 de setembro de 2019.

Jornal do Comércio

Internacional

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Imigração

Edição impressa de 06/09/2019. Alterada em 06/09 às 03h00min

Brasil é um dos piores países para estrangeiros

Pelo quarto ano consecutivo, o Brasil aparece entre os piores lugares do mundo para um estrangeiro viver e trabalhar. Com desempenho desastroso em critérios como segurança e bem-estar, o País ocupa a 61ª posição entre as 64 nações avaliadas.
Pelo quarto ano consecutivo, o Brasil aparece entre os piores lugares do mundo para um estrangeiro viver e trabalhar. Com desempenho desastroso em critérios como segurança e bem-estar, o País ocupa a 61ª posição entre as 64 nações avaliadas.
Os dados fazem parte da pesquisa Expat Insider 2019, um levantamento anual realizado pela rede InterNations, uma comunidade on-line formada por pessoas que moram fora de seus países de origem. A pesquisa, feita pela internet, colheu respostas de cerca de 20 mil pessoas de 182 nacionalidades.
Embora vá bem em critérios como "amabilidade de população" e "facilidade para ter um encontro romântico", o Brasil vai mal na maioria das subcategorias analisadas, ficando entre os dez piores desempenhos em três de cada cinco quesitos. Entre os estrangeiros que vivem no País e responderam à pesquisa, há uma sensação generalizada de insegurança pessoal e custos altos, que se traduz também na qualidade de vida familiar, na qual o Brasil aparece com o pior desempenho entre os países analisados.
"Chocantes 61% (dos estrangeiros) classificam sua segurança pessoal como ruim, comparado a apenas 9% globalmente", assinala o documento. Enquanto a segurança derruba os resultados, a "amabilidade dos brasileiros" é considerada bastante positiva. A barreira do idioma, no entanto, é algo assinalado pelos imigrantes, que afirmam, de maneira geral, que os que não dominam o português têm dificuldades sérias para se integrar.
O custo de vida elevado e a economia, cuja recuperação anda a passos lentos, são outras queixas sobre o País. "Os expatriados parecem ter dificuldades com suas finanças pessoais no Brasil, com o país na 50ª posição no respectivo índice. Em parte, isso pode ser devido ao alto custo de vida: 43% dos entrevistados expressam estar descontentes com os custos (contra 34% no mundo)", diz o texto.
"Embora a mesma parcela de expatriados globalmente e no Brasil (49%) expresse que sua renda familiar disponível é mais que suficiente para cobrir os custos diários, 17% dos expatriados que trabalham no Brasil também dizem que sua renda é muito menor do que seria no país de origem (contra 9% no mundo)", completa o relatório.
O acesso e os custos da educação também são considerados um problema. Segundo o documento, apenas 19% dos estrangeiros estão satisfeitos com a educação infantil no País. "Menos de dois terços dos expatriados que são pais (64%) estão felizes com a vida familiar em geral, algo notavelmente abaixo da média global de 79%. O Brasil também fica em penúltimo lugar para a segurança das crianças, com apenas 35% de satisfação, 46 pontos percentuais abaixo da média global, de 81%", avança o relatório.
Enquanto isso, Portugal aparece na ponta da tabela. O relatório coloca a nação lusitana como o melhor país da Europa - e o terceiro no ranking geral, liderado por Taiwan e Vietnã - para um estrangeiro viver. Em 2018, os portugueses estavam em sexto lugar.
Qualidade de vida, segurança e custos baixos impulsionaram o bom desempenho. "Portugal é o destino ideal para se estabelecer rapidamente e se sentir em casa no exterior. Graças ao clima maravilhoso e a uma ampla variedade de atividades de lazer, os expatriados estão mais do que satisfeitos com sua nova vida: um em cada três acha que se mudar para o exterior os deixou muito mais felizes", diz o relatório.
 
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