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Líbano

- Publicada em 03h20min, 03/09/2019. Atualizada em 03h00min, 03/09/2019.

Em clima tenso na fronteira, Israel e Hezbollah tentam evitar nova guerra

O fim de semana foi de tensão na fronteira entre Israel e Líbano, com a troca de foguetes entre as Forças de Defesa Israelenses e a milícia xiita Hezbollah. No domingo, o Hezbollah disparou mísseis antitanque contra um veículo militar de Israel, que lançou dezenas de foguetes contra alvos da milícia no Sul do Líbano. Embora não tenham deixado vítimas, as hostilidades causaram pânico dos dois lados da fronteira e geraram o temor de uma escalada militar.
O fim de semana foi de tensão na fronteira entre Israel e Líbano, com a troca de foguetes entre as Forças de Defesa Israelenses e a milícia xiita Hezbollah. No domingo, o Hezbollah disparou mísseis antitanque contra um veículo militar de Israel, que lançou dezenas de foguetes contra alvos da milícia no Sul do Líbano. Embora não tenham deixado vítimas, as hostilidades causaram pânico dos dois lados da fronteira e geraram o temor de uma escalada militar.
O episódio de violência ocorreu uma semana depois que dois drones israelenses caíram sobre o centro de mídia do Hezbollah em Beirute. O presidente Michel Aoun classificou o incidente de "declaração de guerra", e o líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, disse que Israel "pagaria o preço" pela agressão. Já o premiê israelense, Benjamin Netanyahu, declarou estar "preparado para qualquer cenário", e afirmou que o Exército "decidirá como agir dependendo de como as coisas se desenrolarem".
O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) advertiu que as hostilidades "podem levar a um novo conflito" e pediu "calma". Escaramuças entre os militares israelenses e os combatentes do Hezbollah são comuns, mas os eventos recentes representam a escalada mais grave dos últimos anos.
A fronteira, que é separada por uma zona-tampão administrada pela ONU, amanheceu mais silenciosa ontem, afastando as perspectivas de uma nova guerra - ao menos por enquanto. A última vez em que os dois lados se enfrentaram para valer foi entre julho e agosto de 2006, após o Hezbollah sequestrar dois soldados do país vizinho. Na ocasião, Israel invadiu o Sul do Líbano, enquanto a milícia xiita disparou mísseis através da fronteira. O conflito terminou após 34 dias com quase 1,2 mil mortos do lado libanês e mais de 160 mortos em Israel.
Fundado em 1985, em meio à guerra civil no Líbano, o Hezbollah diz atuar em nome dos seguidores do ramo xiita do islã, que formam um dos diversos grupos religiosos do país. A sociedade libanesa também é formada por muçulmanos sunitas, cristãos maronitas e drusos, bem como numerosas minorias de refugiados palestinos, sírios e armênios.
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