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Reino Unido

- Publicada em 03h21min, 03/09/2019. Atualizada em 03h00min, 03/09/2019.

Boris Johnson cogita novas eleições para garantir Brexit

líder do Partido Trabalhista, Corbyn diz que esta semana pode ser a última chance

líder do Partido Trabalhista, Corbyn diz que esta semana pode ser a última chance


ANDY BUCHANAN/AFP/JC
Em uma nova tentativa de resolver o impasse que se transformou a saída do Reino Unido da União Europeia (UE), o primeiro-ministro Boris Johnson cogita convocar eleições gerais no país. Segundo a imprensa internacional, é possível que o premiê possa pedir a parlamentares de seu partido que votem por um novo pleito caso eles se posicionem contra o governo na questão do Brexit.
Em uma nova tentativa de resolver o impasse que se transformou a saída do Reino Unido da União Europeia (UE), o primeiro-ministro Boris Johnson cogita convocar eleições gerais no país. Segundo a imprensa internacional, é possível que o premiê possa pedir a parlamentares de seu partido que votem por um novo pleito caso eles se posicionem contra o governo na questão do Brexit.
Cabe ao Parlamento decidir sobre antecipar as eleições, mas Johnson tem o poder de definir a data da votação. Com isso, poderia, em tese, marcá-la para depois de 31 de outubro, para um momento em que o Brexit já teria ocorrido.
Membros do governo contrários à saída da UE sem acordo negociam uma aliança com a oposição. Entre as ideias em debate há uma de votar uma lei que proíba expressamente o premiê de fazer um Brexit não pactuado com o bloco. Outras propostas debatidas são adiar novamente a data da retirada ou buscar uma moção de desconfiança, o que levaria à queda do governo.
No entanto, há pouco tempo para isso. O Parlamento volta ao trabalho hoje, após o recesso de verão. Na semana que vem, as atividades serão paralisadas novamente, pois o premiê pediu uma suspensão de cinco semanas. Com isso, o trabalho será retomado só na segunda quinzena de outubro, a poucos dias do Brexit. A suspensão, apontada como estratégia para reduzir os debates, gerou diversos protestos no fim de semana.
Johnson tem maioria no Parlamento de apenas uma cadeira, de um total de 650. Conforme a imprensa britânica, cerca de 20 membros de seu partido podem se rebelar. O premiê ameaçou expulsar da legenda quem se posicionar contra ele. "A estratégia (do governo), para ser honesto, é perder essa semana e então buscar uma nova eleição", disse David Gauke, ex-ministro da Justiça e um dos parlamentares rebeldes.
O porta-voz do governo negou que o premiê queira uma nova votação. Já o principal partido de oposição defendeu a ideia. "Queremos uma eleição geral", disse Jeremy Corbyn, líder do Partido Trabalhista. "Devemos permanecer juntos para parar a saída sem acordo. Esta semana pode ser nossa última chance", acrescentou.
O ex-premiê trabalhista Tony Blair apontou que a ideia pode ser uma armadilha. "Boris Johnson sabe que a proposta de Brexit sem acordo pode falhar se permanecer sendo algo apenas dele, mas, se isso se misturar com a questão de uma nova eleição, ele pode conseguir (o Brexit sem acordo), apesar de a maioria ser contra, porque alguns podem temer mais um governo de Corbyn", disse Blair.
Para os apostadores, é grande a chance de haver novas eleições em outubro. Na casa de apostas Ladbrokes, essa opção é considerada provável por 75%. Segundo pesquisa do Yougov feita após a suspensão do Parlamento, os conservadores teriam 33% dos votos, contra 22% para os trabalhistas, 21% para os liberais-democratas e 12% para o Partido do Brexit.
A saída da UE está marcada para 31 de outubro, mas Londres e Bruxelas ainda não chegaram a um acordo sobre como deve ficar a relação após essa data. O Brexit foi aprovado em um plebiscito em 2016, com 52% dos votos. Johnson foi eleito líder do Partido Conservador - e, consequentemente, premiê - com a promessa de tirar o país do bloco no dia 31, mesmo que não exista um acordo.
 
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