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Venezuela

12/08/2019 - 08h43min. Alterada em 12/08 às 08h43min

Guaidó afirma que Maduro pretende dissolver Parlamento da Venezuela nesta segunda

Líder da oposição, Guiadó disse que Maduro pretende dissolver Legislativo nesta segunda

Líder da oposição, Guiadó disse que Maduro pretende dissolver Legislativo nesta segunda


Federico Parra / AFP
Estadão Conteúdo
O líder opositor e autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, afirmou no domingo que Nicolás Maduro pretende dissolver o Legislativo nesta segunda-feira (12). "No dia de amanhã (segunda), eles (o chavismo) pretendem dissolver o Parlamento, convocar ilegalmente eleições parlamentares e, inclusive, perseguir maciçamente deputados", disse Guaidó em um vídeo divulgado nas redes sociais.
O líder opositor e autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, afirmou no domingo que Nicolás Maduro pretende dissolver o Legislativo nesta segunda-feira (12). "No dia de amanhã (segunda), eles (o chavismo) pretendem dissolver o Parlamento, convocar ilegalmente eleições parlamentares e, inclusive, perseguir maciçamente deputados", disse Guaidó em um vídeo divulgado nas redes sociais.
O opositor afirmou que a Assembleia Nacional Constituinte, integrada apenas por governistas e não reconhecida por vários países, convocou para esta segunda, de forma "quase irregular", uma sessão extraordinária para aprovar a medida. "É a nova loucura da ditadura", afirmou Guaidó no vídeo.
O líder da oposição disse que já entrou em contato com outros governos que o apoiam, entre eles o dos Estados Unidos, e preparará uma "ofensiva política" contra Maduro. Além disso, Guaidó ressaltou que qualquer tentativa de perseguição aos líderes da oposição não diminuirá a pressão sobre Maduro, que os críticos do chavismo querem tirar do poder para implementar um governo de transição e convocar eleições livres.
No vídeo, Guaidó também criticou a tentativa do chavismo de convencer a população que o bloqueio sobre os bens estatais da Venezuela sob jurisdição dos EUA, anunciado na semana passada por Donald Trump, é o motivo da crise econômica enfrentada pelo país. "Isso é uma sanção contra Maduro por corrupção", ressaltou o opositor.
O líder chavista alertou que punirá com severidade os "traidores" que apoiarem as novas sanções econômicas dos EUA contra a Venezuela. A advertência foi reforçada pelo Tribunal Supremo de Justiça (TSJ), controlado pelo chavismo, que reiterou as ameaças feitas pelo presidente
No sábado (10), em um protesto contra o bloqueio imposto por Trump, Maduro qualificou Guaidó de "verme desprezível" e "traidor da pátria". A Assembleia Nacional, cujas decisões são consideradas nulas pela Justiça depois de declará-la "em desacato", foi eleita em 2015 e seu mandato termina em 2021.
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