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Porto Alegre, quinta-feira, 08 de agosto de 2019.

Jornal do Comércio

Internacional

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relações internacionais

08/08/2019 - 12h20min. Alterada em 08/08 às 12h20min

Banco dos Brics abrirá escritório em São Paulo

da Folhapress
O banco dos Brics irá abrir uma unidade em São Paulo em novembro, quando ocorre a próxima reunião de cúpula do grupo que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul -cujas iniciais lhe emprestam o nome. A informação foi dada à comitiva paulista que esteve no NDB (sigla inglesa para Novo Banco do Desenvolvimento), cuja sede é em Xangai, nesta quinta-feira (8). À frente da visita, o governador João Doria (PSDB) afirmou que deverá haver mais oportunidades para empresas brasileiras.
O banco dos Brics irá abrir uma unidade em São Paulo em novembro, quando ocorre a próxima reunião de cúpula do grupo que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul -cujas iniciais lhe emprestam o nome. A informação foi dada à comitiva paulista que esteve no NDB (sigla inglesa para Novo Banco do Desenvolvimento), cuja sede é em Xangai, nesta quinta-feira (8). À frente da visita, o governador João Doria (PSDB) afirmou que deverá haver mais oportunidades para empresas brasileiras.
O banco ficará sediado na avenida Faria Lima, coração financeiro da capital paulista. A ausência de um escritório era vista como entrave para negócios, mas a única unidade regional fora da China do banco fica na África do Sul, país que menos recebeu investimentos financiados pela instituição até aqui.
Segundo balanço de atividades de 2016 a 2018, os africanos ficaram com 5% do total emprestado. Já o Brasil tem minguados 8%, ficando o grosso com Rússia (20%), China (33%) e Índia (34%). Projetos brasileiros amealharam ao todo US$ 620 milhões, enquanto o país tem até 2021 para integralizar os US$ 2 bilhões que prometeu para ter direito a 20% do controle da instituição.
O NDB foi criado em 2014, sendo estruturado no ano seguinte. Sua missão é facilitar o investimento a projetos dos países do Brics, mas sempre houve questionamentos à sua eficácia, em especial no Brasil.
A viagem de Doria à China começou no fim de semana passada e passou por Pequim e Xian, antes de Xangai. O mais importante acordo foi a entrada de uma gigante chinesa de infraestrutura na disputa por três obras paulistas que somam R$ 22 bilhões.
Acabaria no sábado (10) com uma visita ao porto de Xangai, mas a chegada prevista de dois tufões à costa chinesa obrigou o cancelamento desta etapa da agenda.
Nesta sexta (9), será inaugurado o primeiro escritório comercial paulista no exterior, em Xangai. "Estabelecemos boas interlocuções para empresários paulistas e investidores chineses. No caso da China, percebemos claramente que o presidente Donald Trump (EUA) iria caminhar para uma posição mais radical em relação aos chineses", afirmou, retomando o discurso de que a guerra comercial entre Washington e Pequim pode ser benéfica para o Brasil.
Ele evitou antagonizar-se ao governo Jair Bolsonaro (PSL), que tem apoiado automaticamente posições americanas. "A relação na missão aqui não deve nos distanciar ou prescindir do Itamaraty. São Paulo deu um exemplo de como se organiza uma missão comercial, técnica, efetiva, onde as discussões não foram políticas, mas debates empresariais de forma rápida e objetiva, como são os chineses", disse à Folha de S.Paulo.
Apesar da entrada chinesa na disputa paulista, a missão cumpriu mais um papel de estabelecer pontes, sem anúncios de grandes negócios privados. Houve outras cooperações como o governo estadual, contudo.
O estado assinou uma cooperação para trazer a experiência de Pequim em incubadoras de tecnologia para o parque montado no Instituto de Pesquisas Tecnológicas da Universidade de São Paulo, que no futuro pretende estabelecer-se na área onde fica o Ceagesp hoje. E o Instituto Butantan deverá dar prosseguimento aos testes de sua vacina contra o rotavírus na China, país muito afetado pela doença, visando atender o mercado asiático.
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