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Ucrânia

- Publicada em 03h21min, 26/07/2019. Atualizada em 03h00min, 26/07/2019.

Ucrânia detém navio russo em retaliação ao Kremlin

O governo da Ucrânia reteve, nesta quinta-feira, um petroleiro russo em retaliação pelo incidente no qual três navios de guerra do país e 24 marinheiros foram aprisionados por Moscou em novembro do ano passado. A ação ocorreu no porto fluvial de Izmail, no ponto do delta do rio Danúbio que faz fronteira com a Romênia.
O governo da Ucrânia reteve, nesta quinta-feira, um petroleiro russo em retaliação pelo incidente no qual três navios de guerra do país e 24 marinheiros foram aprisionados por Moscou em novembro do ano passado. A ação ocorreu no porto fluvial de Izmail, no ponto do delta do rio Danúbio que faz fronteira com a Romênia.
O caso ocorre no momento em que o novo presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, reabriu contato direto com seu colega Vladimir Putin. O antecessor dele, Petro Porochenko, e o russo não se falavam desde o incidente no estreito de Kerch, no Mar Negro.
O local separa fisicamente a Rússia continental da Crimeia, área da Ucrânia anexada pelo Kremlin em 2014, e é considerado por Moscou como parte de suas águas territoriais. Em 25 de novembro passado, três navios ucranianos entraram na área sem autorização e acabaram detidos, assim como suas tripulações.
Agora, Kiev foi mais contida, e a tripulação do petroleiro, estimada em 15 pessoas, foi liberada para voltar à Rússia. Alguns detalhes do que ocorreu são nebulosos. O petroleiro retido se chama Nika Spirit, mas a Ucrânia afirma que ele é o Neima - que reteve os navios ucranianos - com um novo nome para disfarçar. A embarcação foi revistada por agentes do SBU, o serviço secreto ucraniano. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia apenas confirmou que o incidente ocorreu e informou que está estudando as providências.
A Organização das Nações Unidas não reconhece a anexação, mas ela é um fato consumado do ponto de vista de relações internacionais. Já a revolta de separatistas pró-russos na região leste da Ucrânia degradou-se em uma guerra civil que já matou 13 mil pessoas e está em estado congelado.
 
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