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Porto Alegre, terça-feira, 23 de julho de 2019.

Jornal do Comércio

Internacional

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Síria

Edição impressa de 23/07/2019. Alterada em 23/07 às 03h00min

Ataques aéreos deixam mais de 40 mortos na Síria

Capacetes Brancos atuaram no resgate de vítimas em um mercado na cidade de Maaret al-Nooman

Capacetes Brancos atuaram no resgate de vítimas em um mercado na cidade de Maaret al-Nooman


/OMAR HAJ KADOUR/AFP/JC
Pelo menos 43 civis morreram ontem em ataques aéreos na província de Idlib, no Noroeste da Síria, segundo um novo balanço do Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), que atribuiu os bombardeios à Síria e à Rússia.
Pelo menos 43 civis morreram ontem em ataques aéreos na província de Idlib, no Noroeste da Síria, segundo um novo balanço do Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), que atribuiu os bombardeios à Síria e à Rússia.
Apenas na cidade de Maaret al-Nooman, na província de Idlib, 37 pessoas, incluindo 35 civis e duas pessoas não identificadas, morreram em ataques contra um mercado. Moscou nega qualquer responsabilidade no episódio. Seis civis morreram em ataques do regime sírio em Saraqeb, segundo a ONG, que fala em mais de 100 feridos nos dois bombardeios.
Desde o final de abril, o governo Assad e seu aliado russo intensificaram seus bombardeios na província de Idlib e em áreas adjacentes que fazem fronteira com Aleppo, Hama e Latákia. A região segue sob controle do grupo extremista Hayat Tahrir al-Sham (HTS, ex-facção síria da rede Al-Qaeda). Outras facções rebeldes e jihadistas também estão presentes. Mais de 650 civis foram mortos em quase três meses, segundo o Observatório Sírio, enquanto 330 mil pessoas fugiram da violência, de acordo com a ONU.
Na manhã de ontem, vários ataques aéreos russos tiveram como alvo o mercado de Maaret al-Nooman, o que também afetou edifícios próximos. O Observatório, que conta com uma ampla rede de fontes na Síria, determina os autores dos ataques com base no tipo de aeronave utilizada, a localização dos alvos, os planos de voo e a munição empregada.
O Exército russo negou ter bombardeado a área, denunciando acusações dos Capacetes Brancos, uma organização de socorristas que opera em zona rebelde e que ajudou no salvamento de sobreviventes. "São falsas as declarações de representantes anônimos da organização dos 'Capacetes Brancos', financiada pelo Reino Unido e pelos Estados Unidos, sobre supostos ataques aéreos russos em um mercado de Maaret al-Nooman", declarou o Ministério da Defesa russo em um comunicado.
 
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