Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, terça-feira, 16 de julho de 2019.
Dia do Comerciante .

Jornal do Comércio

Internacional

COMENTAR | CORRIGIR

Oriente Médio

Edição impressa de 16/07/2019. Alterada em 16/07 às 03h00min

Irã se diz disposto a negociar com os EUA

Presidente Hassan Rohani espera que norte-americanos retirem sanções econômicas

Presidente Hassan Rohani espera que norte-americanos retirem sanções econômicas


IRANIAN PRESIDENCY/AFP/JC
O presidente do Irã, Hassan Rohani, afirmou ontem que seu país está pronto para voltar a negociar com os Estados Unidos, caso Washington remova as pesadas sanções econômicas contra o país e retorne ao acordo nuclear de 2015. "Sempre acreditamos em conversações", disse Rohani. "Se eles removerem as sanções, encerrarem a pressão econômica e voltarem ao acordo, estaremos prontos para conversar com a América hoje, agora e em qualquer lugar, contanto que encerrem as intimidações e punições", disse o presidente.
O presidente do Irã, Hassan Rohani, afirmou ontem que seu país está pronto para voltar a negociar com os Estados Unidos, caso Washington remova as pesadas sanções econômicas contra o país e retorne ao acordo nuclear de 2015. "Sempre acreditamos em conversações", disse Rohani. "Se eles removerem as sanções, encerrarem a pressão econômica e voltarem ao acordo, estaremos prontos para conversar com a América hoje, agora e em qualquer lugar, contanto que encerrem as intimidações e punições", disse o presidente.
O governo de Donald Trump se diz aberto a negociar com o Irã um acordo mais amplo sobre a questão nuclear e outros temas de segurança. Teerã, por sua vez, impôs como condição a liberação de suas exportações de petróleo no mesmo volume de antes de os EUA se retirarem, no ano passado, do acordo nuclear assinado pelos dois países além de Rússia, China, Reino Unido, França e Alemanha.
"Mudamos nossa estratégia da paciência para a retaliação. Qualquer ação que o outro lado tome, retaliaremos à altura", disse o líder iraniano. "Se eles reduzirem, nós também vamos reduzir nossos compromissos. Se eles os implementarem, nós também implementaremos os nossos."
As tensões envolvendo a questão nuclear vêm se acirrando nos últimos dias. Na semana passada, a agência atômica da Organização das Nações Unidas confirmou que a República Islâmica voltou a enriquecer urânio acima dos níveis estabelecidos pelo acordo nuclear de 2015, após a reimposição de pesadas sanções norte-americanas contra o país. O enriquecimento de urânio acima dos níveis permitidos poderia colocar Teerã no caminho para desenvolver armas nucleares. Os iranianos já afirmaram que podem subir os níveis de enriquecimento muito além dos termos do acordo, que estabelece o limite de 3,67%.
O episódio exacerbou ainda mais as tensões entre o Irã e o Ocidente, já acirradas após um ataque recente a dois petroleiros e o abatimento de um drone norte-americano sobre o Estreito de Ormuz serem atribuídos ao Irã, o que deixou os EUA próximos de realizarem um ataque aéreo a alvos iranianos, que teria sido cancelado na última hora.
Também ontem, o vice-ministro de Relações Exteriores da Alemanha, Michael Roth, afirmou que o governo iraniano deve cumprir os termos do acordo nuclear internacional firmado para ter esperanças de laços econômicos melhores com outros países. As potências europeias que ainda estão a bordo do acordo estão criando um sistema de permuta conhecido como Instex para negociar com Teerã. "Queremos manter nossa parte do acordo", garantiu Roth, ao chegar a uma reunião em Bruxelas.
De acordo com o vice-ministro, o Instex torna possível a cooperação econômica, mas é necessário que o Irã mantenha os compromissos que assumiu. "Teerã deve permanecer fiel ao acordo, caso contrário, tudo isso não faz sentido", completou.
 
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia