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Porto Alegre, quinta-feira, 11 de julho de 2019.

Jornal do Comércio

Internacional

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Colômbia

Edição impressa de 11/07/2019. Alterada em 11/07 às 03h00min

Ex-líder das Farc falta a audiência e ameaça acordo

No horário em que Jesús Santrich deveria ter comparecido à audiência, advogados estiveram no tribunal

No horário em que Jesús Santrich deveria ter comparecido à audiência, advogados estiveram no tribunal


JUAN BARRETO/AFP/JC
O ex-combatente das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) Jesús Santrich não compareceu à Corte Suprema na terça-feira a uma audiência para responder a acusações de tráfico. Ele foi visto pela última vez em 30 de junho, no departamento de Cesar, perto da fronteira da Venezuela, e, desde então, seu paradeiro é desconhecido.
O ex-combatente das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) Jesús Santrich não compareceu à Corte Suprema na terça-feira a uma audiência para responder a acusações de tráfico. Ele foi visto pela última vez em 30 de junho, no departamento de Cesar, perto da fronteira da Venezuela, e, desde então, seu paradeiro é desconhecido.
Investigado por um suposto envio de dez toneladas de cocaína aos EUA, que pedem a extradição do ex-guerrilheiro, Santrich pode ter se juntado ao grupo de dissidentes das Farc que hoje ocupa acampamentos na Venezuela, com a proteção de Nicolás Maduro. A atitude de Santrich, um dos líderes da negociação de paz, e que por isso ganhou um posto de deputado no Congresso colombiano, revoltou os defensores do acordo.
Gustavo Petro, ex-prefeito de Bogotá, disse que os atos de Santrich "abalam a credibilidade da paz estabelecida com a guerrilha".
A chefia da Farc, hoje um partido político chamado Força Alternativa Revolucionária do Comum, também condenou seu comportamento. "A Farc não está de acordo com isso, qualquer um que abale nossa disposição de paz já não pode nem usar o nome do grupo", disse o hoje senador e ex-líder guerrilheiro Carlos Antonio Lozada.
No horário em que Santrich deveria ter comparecido à audiência, seus advogados estiveram no tribunal. Afirmaram que desconhecem os motivos da ausência nem podem dizer onde o cliente está, porque sua segurança física estaria em risco.
O descumprimento do pedido para comparecer à audiência pode levar a uma ordem de prisão. O procurador Fernando Carrillo afirmou que já a solicitou, mas que apenas juízes são responsáveis por decidir se a captura será determinada.
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