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Porto Alegre, terça-feira, 25 de junho de 2019.

Jornal do Comércio

Internacional

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Irã

Edição impressa de 25/06/2019. Alterada em 24/06 às 21h01min

Trump oficializa novas sanções contra o Irã

'O Irã nunca poderá ter uma arma nuclear', ressaltou o presidente

'O Irã nunca poderá ter uma arma nuclear', ressaltou o presidente


MANDEL NGAN/AFP/JC
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou ontem uma ordem executiva que impõe novas sanções econômicas ao Irã, em meio a um aumento das tensões entre os dois países. As sanções terão como alvo inicial o líder iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, e se deram em resposta à derrubada de um drone dos EUA pelo Irã na quinta-feira passada.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou ontem uma ordem executiva que impõe novas sanções econômicas ao Irã, em meio a um aumento das tensões entre os dois países. As sanções terão como alvo inicial o líder iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, e se deram em resposta à derrubada de um drone dos EUA pelo Irã na quinta-feira passada.
O documento prevê barrar o acesso de líderes iranianos a instrumentos financeiros. Segundo o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, que estava presente durante a assinatura, as novas medidas bloquearão bilhões de dólares em ativos iranianos. "Sanções impostas por meio da ordem executiva vão negar ao líder supremo e ao escritório dele, e àqueles intimamente ligados a ele e ao escritório, o acesso a recursos financeiros essenciais e apoio", disse Trump. "O Irã nunca poderá ter uma arma nuclear", completou.
Esta é a segunda rodada de sanções que os EUA impõem neste ano. Em maio, Washington ordenou que países aliados parassem de importar petróleo do Irã. A ideia é estrangular a economia do regime, já que a venda da commodity é a principal fonte de receita do país.
Segundo o jornal The New York Times, as novas sanções devem atingir outras fontes de renda da República Islâmica, com o objetivo de forçar mudanças políticas na nação. Trump quer que Teerã abra negociações sobre seus programas nucleares e de mísseis, bem como suas atividades militares na região.
A primeira mudança seria dar limites estritos ao desenvolvimento do programa nuclear do país - que poderia evoluir a ponto de produzir armamentos. A segunda seria impedir o apoio do Irã a milícias árabes na região - o país é aliado dos houthis, grupo rebelde do Iêmen de quem se vale para atacar a Arábia Saudita, sua inimiga.
A tensão entre os países vem crescendo desde que Washington se retirou, no ano passado, do acordo nuclear firmado com Teerã e outras potências em 2015, no governo do presidente Barack Obama. Segundo Trump, seu antecessor não fez o suficiente para conter o avanço nuclear. Mas a Agência Internacional de Energia Atômica da Organização das Nações Unidas (ONU) diz que o Irã vinha cumprindo os pontos do acordo.
Entre maio e junho, seis petroleiros da Arábia Saudita foram atacados na mesma região, e os EUA levantaram a possibilidade de o Irã ser o responsável. Na quinta-feira, o Irã abateu um drone espião norte-americano que, segundo a versão do país, sobrevoava o espaço aéreo internacional. Teerã afirma que a aeronave estava em espaço aéreo iraniano.
Em resposta, Trump chegou a ordenar ataques aéreos contra o país, mas mudou de ideia na última hora ao ser informado de que poderiam ocorrer 150 mortes. Ele considerou a resposta desproporcional à derrubada do drone. Teerã rejeita qualquer proposta de negociação a menos que Washington abandone as sanções.
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