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Ucrânia

Edição impressa de 21/06/2019. Alterada em 21/06 às 03h00min

Quatro são acusados por queda de avião na Ucrânia

Investigação da Holanda acusa três russos e um ucraniano pela ação

Investigação da Holanda acusa três russos e um ucraniano pela ação


/JOHN THYS/AFP/JC
Três russos e um ucraniano são acusados de homicídio pela queda de um avião de passageiros na região da Crimeia, na Ucrânia, em 2014, anunciaram investigadores internacionais na quarta-feira. Na ocasião, morreram as 298 pessoas a bordo do voo MH17, da companhia aérea Malaysia Airlines, que ia de Amsterdã, na Holanda, para Kuala Lumpur, capital da Malásia.
Três russos e um ucraniano são acusados de homicídio pela queda de um avião de passageiros na região da Crimeia, na Ucrânia, em 2014, anunciaram investigadores internacionais na quarta-feira. Na ocasião, morreram as 298 pessoas a bordo do voo MH17, da companhia aérea Malaysia Airlines, que ia de Amsterdã, na Holanda, para Kuala Lumpur, capital da Malásia.
O julgamento começará em março de 2020, mas é provável que os acusados não compareçam à corte e sejam julgados "em ausência", segundo anúncio dos promotores, feito na Holanda. A Rússia não cooperou com as investigações e não deve entregar os suspeitos. Ordens de prisão internacional já foram emitidas, disse o procurador holandês Fred Westerbeke.
Os acusados são os russos Igor Girkin, ex-coronel do serviço de espionagem da FSB (sucessor da KGB); Serguei Dubinksy, empregado da agência de inteligência militar GRU, da Rússia; Oleg Pulatov, ex-soldado de uma unidade de forças especiais da GRU; e o ucraniano Leonid Kharchenko, que liderou uma unidade de combate militar na cidade de Donetsk, no Leste da Ucrânia. À época da queda do avião, separatistas ucranianos simpáticos à Rússia lutavam na região de Donetsk contra as forças do governo central.
O Boeing 777 da Malaysia Airlines se partiu em diversos pedaços ainda no ar, espalhando destroços em uma extensa área em território controlado pelos rebeldes. Uma investigação internacional concluiu, em 2016, que o avião foi abatido por um míssil russo. Dois anos mais tarde, os investigadores revelaram que o projétil havia sido lançado de uma base militar russa na cidade de Kursk, a Sudoeste do país.
Girkin foi ministro da Defesa na República Popular de Donetsk (RPD), apoiada por Moscou. Ele era o comandante da RPD quando o avião foi derrubado, em 17 de julho de 2014. Dubinsky serviu como vice de Girkin na RPD, e Pulatov foi vice de Dubinsky. Kharchenko estava sob o seu comando. Os acusados não apertaram o botão que disparou o míssil, mas levaram o sistema antiaéreo para o Leste da Ucrânia, de acordo com a equipe de investigadores.
Moscou nega as acusações e afirma que não confia na investigação em curso. "A Rússia não pôde participar da investigação, apesar de ter manifestado interesse desde o início e tentado se juntar a ela", disse o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, a repórteres na quarta-feira.
Já a Ucrânia, por meio de seu procurador-geral, Yurii Lutsenko, anunciou que tentará prender Leonid Kharchenko. Acredita-se que ele esteja em território ucraniano.
 
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