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Porto Alegre, quinta-feira, 13 de junho de 2019.
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África

Edição impressa de 13/06/2019. Alterada em 13/06 às 03h00min

Vírus ebola ultrapassa a fronteira e chega em Uganda

Uganda montou unidades especiais de tratamento e está treinando agentes

Uganda montou unidades especiais de tratamento e está treinando agentes


ISAAC KASAMANI/AFP/JC
O ebola cruzou a fronteira da República Democrática do Congo e chegou em Uganda, onde os três primeiros casos da doença foram confirmados. A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou ontem que uma criança congolesa de cinco anos morreu em função do vírus.
O garoto havia chegado do Congo, onde a segunda maior epidemia da doença na história começou em agosto de 2018, acompanhado de sua família, e estava em tratamento. Após a morte, mais dois casos da doença foram confirmados pela OMS: a avó da criança, de 50 anos, e seu irmão de três anos. Eles estão em tratamento.
O garoto de cinco anos entrou em Uganda no dia 10, através do posto fronteiriço de Bwera, acompanhado de seu pai ugandense e de sua mãe congolesa. Eles retornavam da República Democrática do Congo, para onde haviam ido para cuidar do avô materno do menino, que acabou falecendo.
No retorno a Uganda, a família estava acompanhada de outros quatro membros, todos congoleses. Os quatro estão isolados para observação no Hospital Bwera.
O Ministério da Saúde congolês já registrou 2.062 casos de ebola desde que a epidemia começou. Destes, 1.390 morreram. Preparando-se para possíveis casos, Uganda já vacinou cerca de 4,7 mil trabalhadores da saúde, intensificou o monitoramento da doença, montou unidades especiais de tratamento e está treinando agentes para reconhecer os sintomas da doença.
Uganda tem sofrido surtos regulares de ebola ao longo dos anos. O pior foi em 2000, quando 425 pessoas foram infectadas. Mais da metade morreu. O Congo já passou por dez surtos de ebola desde que o vírus foi descoberto no país, em 1976.
Uma das doenças mais temidas do mundo, o ebola é uma febre hemorrágica causada por vírus que, em casos extremos, causa sangramento fatal em órgãos internos, boca, olhos e ouvidos. A taxa de mortalidade média é de cerca de 50%, variando de 25% a 90%, segundo a OMS.
 
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