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Porto Alegre, terça-feira, 11 de junho de 2019.
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Jornal do Comércio

Internacional

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Reino Unido

Edição impressa de 11/06/2019. Alterada em 11/06 às 03h00min

Dez conservadores disputam cargo de primeiro-ministro britânico

Ex-prefeito de Londres, Boris Johnson, é o mais cotado a assumir o cargo

Ex-prefeito de Londres, Boris Johnson, é o mais cotado a assumir o cargo


DANIEL LEAL-OLIVAS/AFP/JC
O Partido Conservador terá dez candidatos à vaga de líder do partido e primeiro-ministro do Reino Unido - os conservadores terão maioria no Parlamento. O futuro premiê terá à sua frente a difícil missão de conduzir os britânicos para o processo de saída da União Europeia (UE) e a formalização do Brexit, o mesmo desafio que derrubou recentemente a ex-primeira-ministra Theresa May.
O ex-prefeito de Londres e principal garoto propaganda do Brexit, Boris Johnson, é o grande favorito. De acordo com estimativas da revista britânica The Economist, ele tem 71,3% de chances de conquistar a vaga. Johnson é seguido por Jeremy Hunt, ministro dos Negócios Estrangeiros, com 14,3%, e Andrea Leadsom, com 8,6%, ex-líder da Câmara dos Comuns.
Depois de entregues as candidaturas, estão previstas várias rodadas de votações eliminatórias, que vão do dia 13 ao dia 20 de junho. Para sobreviverem à primeira rodada - prevista para a próxima quinta-feira -, os candidatos necessitam de um mínimo de 5% dos votos, equivalentes a 17 deputados. A partir da última votação, no dia 20, os dois remanescentes vão se submeter a uma eleição final, em nível nacional, em que podem votar os cerca de 120 mil militantes do Partido Conservador. O vencedor será o próximo premiê do Reino Unido e líder do Governo.
Todos os candidatos se dizem determinados em tirar o Reino Unido da UE, se possível antes do dia 31 de outubro. Johnson, antigo chefe da diplomacia britânica e grande favorito à sucessão de May, já fez saber que, se eleito, a saída do Reino Unido da União Europeia na data definida é uma certeza: com ou sem acordo.
"Enfrentamos uma crise existencial e não seremos perdoados se não cumprirmos o Brexit no dia 31 de outubro. Será uma verdadeira escolha entre resolver o Brexit e a potencial extinção deste grande partido", alertou. Johnson inclusive ameaçou não pagar a contribuição final do Reino Unido para a União Europeia, no valor de € 50 milhões, para tentar forçar o bloco a negociar.
Outros linha-dura do partido, como Dominic Raab (ex-ministro do Brexit) e Esther McVey (ex-ministra do Trabalho), sugeriram suspender os trabalhos do Parlamento para permitir uma saída sem acordo. Michael Gove (ministro do Ambiente), por seu lado, até admite voltar a adiar a data de saída se houver perspectivas de um acordo iminente. "Mas se chegarmos a ter de decidir entre sair sem acordo ou não sair, escolherei sair sem acordo", afirmou.
Até Jeremy Hunt (ministro dos Negócios Estrangeiros), tido como candidato mais moderado, assumiu que não há outra opção para além da saída. Hunt disse que terá de aceitar um no-deal "como último recurso e com o coração pesado", porque "seria a única maneira de evitar eleições antecipadas", disse.
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