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Porto Alegre, quarta-feira, 22 de maio de 2019.
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Ásia

22/05/2019 - 17h24min. Alterada em 22/05 às 17h31min

Protestos contra reeleição na Indonésia aumentam após 6 mortes

Tumultos começaram depois da confirmação da vitória do presidente Joko Widodo sobre o ex-general Prabowo Subianto

Tumultos começaram depois da confirmação da vitória do presidente Joko Widodo sobre o ex-general Prabowo Subianto


GOH CHAI HIN/AFP/JC
Agência Brasil
Protestos contra o resultado da eleição presidencial do mês passado tomaram a capital da Indonésia, nesta quarta-feira (22), depois de um confronto entre a polícia e manifestantes de madrugada no qual o governador de Jacarta, Anies Baswedan, disse que seis pessoas morreram.
Os tumultos surgiram depois de um anúncio de terça-feira (21) no qual a Comissão Geral Eleitoral (KPU) confirmou que o presidente Joko Widodo derrotou o ex-general Prabowo Subianto na votação de 17 de abril.
Multidões se reuniram no centro de Jacarta nesta quarta-feira, e a polícia disse esperar mais manifestantes antes do anoitecer. Alguns levavam varas de madeira e outros haviam passado pasta de dente ao redor dos olhos, uma prática comum para eliminar os efeitos do gás lacrimogêneo. Protestos que começaram calmamente no amplo bairro de fábricas de tecidos de Tanah Abang na terça-feira ficaram violentos ao anoitecer, e a polícia usou gás lacrimogêneo para dispersar a multidão.
O governador de Jacarta disse à TVOne que até a manhã seis pessoas haviam morrido e 200 feridos. Imagens de televisão mostraram fumaça emanando atrás de dezenas de manifestantes nas ruas de Tanah Abang nesta quarta-feira. Alguns atiravam fogos de artifício e derrubavam cercas públicas.
O presidente da Indonésia, Joko Widodo disse que a segurança já está sob controle e alertou para ações duras contra aqueles que instigarem tumultos. "Não tolerarei que ninguém interfira com a segurança, união do país, ou aqueles que interferirem com o processo democrático", disse em boletim no palácio. A polícia prendeu até 100 pessoas suspeitas de provocarem tumultos.
Prabowo, que se recusou a admitir a derrota, pediu protestos pacíficos e o controle das multidões. "Exorto todos os lados, as pessoas que estão expressando suas aspirações, a polícia, os militares e todos os lados a evitarem o abuso físico", disse em boletim.
Widodo obteve mais de 85 milhões dos 154 milhões de votos da terceira maior democracia do mundo, mas Prabowo alegou "fraudes e irregularidades em massa".
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