Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, segunda-feira, 13 de maio de 2019.

Jornal do Comércio

Internacional

COMENTAR | CORRIGIR

Venezuela

Edição impressa de 13/05/2019. Alterada em 13/05 às 03h00min

Guaidó orienta conversa com militares dos EUA

Guaidó pediu ao seu embaixador Carlos Vecchio para abrir 'comunicações diretas' com o Pentágono

Guaidó pediu ao seu embaixador Carlos Vecchio para abrir 'comunicações diretas' com o Pentágono


MARVIN RECINOS/AFP/JC
O líder da oposição e autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, instruiu seu enviado político em Washington a abrir imediatamente conversas com os militares dos Estados Unidos. Guaidó disse no sábado que pediu ao seu embaixador Carlos Vecchio para abrir "comunicações diretas" para uma possível coordenação. Apoiado pelos EUA, ele lidera uma campanha para derrubar o presidente Nicolás Maduro.
O político discursou para dezenas de pessoas em uma praça da zona Leste de Caracas e reiterou que mantém com governos aliados, liderados pelos Estados Unidos, "todas as opções" sobre a mesa na busca de uma solução para seu país e que inclua a saída de Nicolás Maduro do poder. O líder oposicionista, que preside a Assembleia Nacional (Parlamento) da Venezuela, explicou que, com a reunião, também pretende "conseguir a pressão necessária" para acabar com a Revolução Bolivariana, no poder desde 1999.
Nos últimos dias, as forças de segurança venezuelanas prenderam o vice-presidente da Assembleia Nacional, Edgar Zambrano, o segundo líder do órgão. Outros legisladores também se refugiaram em embaixadas estrangeiras, em meio a novos temores de uma repressão após uma rebelião militar malsucedida. "O tempo todo falei de cooperação (porque) a intervenção na Venezuela já existe", disse Guaidó, ao denunciar a suposta participação de cubanos na Força Armada Nacional Bolivariana (FANB) e a presença da guerrilha colombiana Exército de Libertação Nacional (ELN) no país.
No início da última semana, o almirante Craig Faller, da Marinha norte-americana, disse que se encontrará com Guaidó quando for convidado. Faller, que é chefe do Comando Sul dos Estados Unidos, publicou uma mensagem no Twitter oferecendo ajuda. "Quando Guaidó e o governo legítimo da Venezuela convidarem, vamos falar sobre o nosso apoio aos líderes da FANB para que tomem a decisão certa, que respeitem os venezuelanos primeiro, e seja restaurada a ordem constitucional. Estamos prontos", afirmou o oficial.
Guaidó disse na quinta-feira passada que o seu país já passou da "linha vermelha" para pedir cooperação militar estrangeira, mas destacou que o mecanismo depende dos países que decidam prestar assistência nesse quesito.
 
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia