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Internacional

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Relações diplomáticas

Edição impressa de 15/04/2019. Alterada em 15/04 às 03h00min

Parlamentares pressionam por extradição de Assange

Julian Assange está detido na prisão de Belmarsh, em Londres

Julian Assange está detido na prisão de Belmarsh, em Londres


DANIEL LEAL-OLIVAS/AFP/JC

Parlamentares britânicos estão pressionando o governo para garantir a extradição do fundador do WikiLeaks, Julian Assange, para a Suécia. O ciberativista australiano, responsável pelo vazamento de milhares de documentos secretos - grande parte deles dos Estados Unidos -, foi preso na última quinta-feira na embaixada do Equador em Londres. Há uma preocupação crescente de que, caso não ocorra a extradição, ele não possa ser investigado pela justiça sueca sobre supostos abusos sexuais.

Mais de 70 parlamentares britânicos assinaram uma carta pedindo ao secretário Sajid Javid "fazer tudo o que puder para garantir que Julian Assange possa ser extraditado para a Suécia". A investigação sobre os casos de abuso sexual levou o ativista a buscar asilo político na embaixada do Equador.

O parlamentar do Partido Conservador Alistair Burt, ex-ministro do Exterior, disse que é "muito perturbador" ver as alegações de abuso sexual minimizadas. Ele acrescentou, ainda, que o testemunho das duas mulheres torna "essencial" que o australiano enfrente a justiça e seja condenado.

Assange nega as acusações de abuso sexual, que afirma serem motivadas politicamente. Ele está preso em Belmarsh, no Sudeste de Londres. Os Estados Unidos também sinalizaram que podem solicitar sua extradição, por acusações de conspiração. Nesse caso, há maior resistência em extraditá-lo, uma vez que ele corre o risco de pegar a pena de morte.

Ontem, em entrevista à emissora Sky News, a advogada Jennifer Robinson, que representa o fundador do WikiLeaks, afirmou que o governo equatoriano tem difundido mentiras sobre o comportamento de Assange dentro da embaixada no Reino Unido. Ela disse que o país sul-americano tem feito "acusações bastante escandalosas" para justificar a entrada da polícia britânica na representação diplomática.

O presidente equatoriano, Lenín Moreno, retirou o asilo político de Assange na semana passada, abrindo caminho para sua detenção. Jennifer disse que seu cliente vinha enfrentando "um período muito difícil" desde que Moreno tomou posse, em 2017.

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