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Porto Alegre, segunda-feira, 01 de abril de 2019.
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Jornal do Comércio

Internacional

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Uruguai

Edição impressa de 01/04/2019. Alterada em 01/04 às 03h00min

Candidato nacionalista quer dar fim ao domínio da Frente Ampla no Uruguai

Lacalle Pou (d) foi derrotado por Tabaré Vázquez no último pleito

Lacalle Pou (d) foi derrotado por Tabaré Vázquez no último pleito


PABLO PORCIUNCULA/MIGUEL ROJO/AFP/JC
Com a mudança de linha política nos últimos anos, o Uruguai se tornou um dos poucos remanescentes entre os países com governos esquerdistas na América Latina. O nome mais cotado, hoje, para tentar dar fim a uma década e meia de hegemonia da esquerda na nação de 3 milhões de habitantes é Luis Lacalle Pou, do Partido Nacional, mais conhecido como Partido Blanco. As eleições ocorrem em outubro.
A Frente Ampla está no poder desde 2005, quando o atual presidente, Tabaré Vázquez, foi eleito pela primeira vez. A seguir, o ex-guerrilheiro tupamaro José "Pepe" Mujica saiu vitorioso, e, no último pleito, Tabaré voltou ao poder.
Na contracorrente, Lacalle Pou, senador e advogado de 45 anos, diz não ser nem de direita, nem de esquerda - embora os nacionalistas sejam, historicamente, de centro-direita. Vencendo a disputa interna de sua legenda, ele pode receber apoio dos partidos Colorado (centro-direita), Independente (centro-esquerda) e De la Gente (direita), para construir um governo de coalizão.
"Promover uma lei de cultivo de maconha é de esquerda ou de direita? A lei da fertilização assistida, que eu também promovi, é de esquerda ou de direita? Manter os antecedentes de menores depois que completarem os 18 anos é de esquerda ou de direita? A verdade é que me dedico a fazer política, a interpretar as sensibilidades nacionais", argumenta.
Em entrevista à Agência Estado, Lacalle Pou, que foi derrotado por Tabaré nas últimas eleições, defendeu mudanças no Mercosul, pregando um bloco "mais flexível, como o aparentemente desejado pelo presidente argentino, Mauricio Macri, e o brasileiro, Jair Bolsonaro". Também acredita que nunca houve, de fato, uma afinidade real entre os países do continente quando a esquerda tinha hegemonia sobre a região.
"Quando supostamente existiam afinidades ideológicas, a Argentina nos cortou as pontes binacionais e nós tivemos decretos no setor automotivo do Brasil que complicaram nossa indústria. Onde estava essa afinidade? Pelo contrário, alguns políticos que fizeram negócios com a Venezuela avançaram, mas o bloco estagnou. Em 15 anos de governos da Frente Ampla, o único avanço foi um TLC (Tratado de Livre Comércio) com o Chile, o que não é grande coisa, pois já havia um acordo de complementação econômica. Ficamos fora de um TLC com os EUA", critica.
Sobre o casamento homossexual e a legalização do aborto, duas reformas fundamentais do governo Mujica, ele garante que não pretende tentar revertê-las. "Não posso ter uma política de refundação. Acredito que é preciso ter políticas públicas para combater o aborto, mas não torná-lo ilegal. No que diz respeito ao casamento igualitário, eu havia apresentado um projeto de legalização das uniões civis entre pessoas do mesmo sexo."
Em relação à política de drogas, ressalta ter sido o primeiro legislador a introduzir um projeto que permitiu o cultivo próprio de maconha, mas diz ser contra a legalização promovida pelo governo Mujica, entre outras coisas, porque não concorda que o Estado plante a droga e a venda em farmácias. "Acredito em cultivo individual, mas não no sistema que esse governo adotou. As políticas de obtenção legal da substância foram acompanhadas por uma espécie de tolerância e minimização dos riscos. Isso estimula o consumo. Foi prometido que haveria campanhas de conscientização, mas nada foi feito. Os efeitos nocivos estão comprovados, e o tráfico de drogas não diminuiu. Hoje, temos gangues de drogas operando no Uruguai, algo que não acontecia antes."
No dia 30 de junho, serão realizadas as eleições internas dos principais partidos. Na Frente Ampla, os principais cotados são o atual prefeito de Montevidéu, Daniel Martínez, e Carolina Cosse, da ala tupamara.
 

Apagões provocam novos protestos contra e a favor do governo na Venezuela

A Venezuela continuava a registrar apagões neste domingo. O Netblocks, um grupo que monitora o uso da internet no país, afirmou que os dados de rede mostram que apenas 15% dos venezuelanos estavam on-line depois que os últimos cortes de energia ocorreram.

O país sofreu seus piores apagões no início de março, agravando sua crise humanitária e intensificando o impasse entre o presidente Nicolás Maduro e o líder da oposição, Juan Guaidó, que se autoproclamou presidente interino. No sábado, milhares de manifestantes se reuniram para protestar contra a situação.

"Todos sabemos quem é o responsável pelos blecautes: Maduro", disse Guaidó em um ato em Los Teques, capital do estado de Miranda. "Temos de acelerar o processo para remover este regime corrupto e usurpador."

As forças de segurança dispersaram com gás lacrimogêneo parte das manifestações opositoras em Caracas e impediram concentrações em alguns pontos no Oeste da capital venezuelana. Apoiadores de Maduro também marcharam nas ruas da capital no sábado para protestar contra o "imperialismo do governo norte-americano", que o presidente acusa de ser o causador dos apagões por meio de ataques aos sistemas de geração e transmissão de energia.

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