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Porto Alegre, segunda-feira, 25 de março de 2019.

Jornal do Comércio

Internacional

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Terrorismo

Edição impressa de 25/03/2019. Alterada em 24/03 às 01h00min

Nova Zelândia prepara cerimônia para vítimas de ato terrorista

Ontem, ao menos 15 mil pessoas tomaram as ruas do país contra o racismo

Ontem, ao menos 15 mil pessoas tomaram as ruas do país contra o racismo


ANTHONY WALLACE/AFP/JC
A Nova Zelândia organizará, na próxima sexta-feira, uma jornada nacional em memória das vítimas dos ataques de Christchurch. O evento acontecerá, exatamente duas semanas após o atentado executado por Brenton Tarrant, um australiano supremacista branco, que abriu fogo e matou 50 muçulmanos que oravam nas mesquitas em 15 de março.
O anúncio foi feito ontem pelo gabinete da premiê Jacinda Ardern, no mesmo dia em que milhares de pessoas marcharam no país contra o racismo e para lembrar as vítimas do atentado. "A cerimônia será a oportunidade de mostrar mais uma vez que os neozelandeses são inclusivos e diversos, e que vamos proteger estes valores", afirmou Jacinda Ardern.
Em Christchurch, cerca de 15 mil pessoas compareceram a um parque próximo à mesquita de Al Noor, uma das duas atacadas, para uma vigília. O ato começou com uma oração islâmica, seguida pela leitura dos nomes dos mortos. Mais cedo, mais de mil pessoas marcharam no Centro de Auckland, capital do país, segurando cartazes que diziam "vidas de migrantes importam" e "refugiados, sejam bem-vindos". Muçulmanos representam pouco mais de 1% da população do país, que tem cerca de 4,8 milhões de pessoas, segundo censo de 2013.
O massacre abalou profundamente um país que normalmente se orgulha de sua vida tranquila e provocou uma comoção global. O autor do massacre transmitiu ao vivo o ataque contra pessoas que estavam apenas orando. Além de matar 50 pessoas, o atentado também deixou dezenas de feridos, alguns em estado grave. Tarrant, de 28 anos, foi detido poucos minutos depois dos ataques e indiciado formalmente.
 
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