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holanda

Edição impressa de 20/03/2019. Alterada em 19/03 às 01h00min

Carta achada em veículo confirma motivação terrorista em atentado

Até agora, a polícia não estabeleceu relação entre atirador e vítimas

Até agora, a polícia não estabeleceu relação entre atirador e vítimas


/JOHN THYS/AFP/JC

Os investigadores do ataque a tiros em Utrecht, na Holanda - que deixou três mortos e cinco feridos em um bonde elétrico -, indicaram ontem que consideram seriamente uma pista terrorista depois de terem encontrado uma carta no carro do principal suspeito. Em um comunicado conjunto, o Ministério Público holandês e a polícia informaram que, por ora, não foi estabelecido nenhum vínculo entre o suspeito, de origem turca, e as vítimas do ataque de segunda-feira, em um bonde da cidade.

Os investigadores do ataque a tiros em Utrecht, na Holanda - que deixou três mortos e cinco feridos em um bonde elétrico -, indicaram ontem que consideram seriamente uma pista terrorista depois de terem encontrado uma carta no carro do principal suspeito. Em um comunicado conjunto, o Ministério Público holandês e a polícia informaram que, por ora, não foi estabelecido nenhum vínculo entre o suspeito, de origem turca, e as vítimas do ataque de segunda-feira, em um bonde da cidade.

Na véspera, as autoridades holandesas afirmaram que provavelmente a ação teve motivação terrorista, mas que "não podiam descartar" outras razões, como uma disputa familiar. Na tarde de segunda-feira, a polícia prendeu um homem identificado como Gökmen Tanis, de 37 anos, considerado o principal suspeito.

A polícia da Holanda interrogou ontem três pessoas detidas após o ataque, incluindo Tanis. Ele foi preso horas depois de seu irmão mais novo, conhecido pelo Serviço Geral de Inteligência e Segurança da Holanda por suas ideias extremistas. Uma terceira pessoa também foi detida, mas não teve sua identidade divulgada.

Segundo fontes da polícia, Tanis tem pelo menos nove antecedentes criminais desde 2012 por "crimes comuns" e, há duas semanas, teve de testemunhar em três casos: roubo de bicicletas na rua, roubo em uma loja de bicicletas e caso de estupro e maus-tratos a uma mulher, crime pelo qual ficou preso. Amigos e pessoas próximas a ele, que também foram interrogados pela polícia, o descreveram como um homem "pouco estável" e com "problemas psicológicos", mas também ressaltaram que, há dois anos, após seu divórcio, ele teve fases nas quais era um "religioso muito praticante e que deixava a barba crescer" e "só se dedicava a beber álcool".

Já o irmão está ligado a alguns movimentos salafistas e, segundo o Serviço de Inteligência, lutou na Chechênia com um grupo jihadista há alguns anos e compartilhou, nas redes sociais, textos nos quais ele chama de "malditos" os democratas e os ateus.

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