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Porto Alegre, quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019.

Jornal do Comércio

Internacional

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Diplomacia

Edição impressa de 21/02/2019. Alterada em 20/02 às 01h00min

Putin ameaça apontar mísseis para EUA se país instalar armas na Europa

Líder disse estar aberto ao diálogo, mas não pretende bater em portas fechadas

Líder disse estar aberto ao diálogo, mas não pretende bater em portas fechadas


ALEXANDER NEMENOV/AFP/JC

A Rússia responderá a qualquer instalação de armas nucleares de alcance intermediário na Europa ao mirar não só em países onde esses mísseis forem colocados, mas também aos Estados Unidos, disse ontem o presidente russo, Vladimir Putin. Em seu pronunciamento anual ao Parlamento, Putin ressaltou que a Rússia não está buscando um confronto e não dará o primeiro passo para instalar mísseis em resposta à retirada dos EUA do Acordo de Forças Nucleares de Alcance Intermediárias (INF, na sigla em inglês).

Ele destacou, porém, que a reação da Rússia a qualquer envio de mísseis será firme e que as autoridades norte-americanas devem calcular os riscos antes de tomarem tais medidas. "A Rússia não pretende ser a primeira a implantar esses mísseis na Europa. Se eles forem implantados no continente europeu, isso agravará seriamente a situação e criará sérias ameaças para a Rússia", declarou o presidente, observando que alguns desses sistemas podem alcançar Moscou "em 10 a 12 minutos".

"Eu direi de forma clara e aberta: a Rússia será forçada a implantar armas que podem ser usadas não só contra os territórios de onde uma ameaça direta possa vir, mas também contra os territórios onde estão localizados os centros de decisão de uso dos mísseis que nos ameaçam", explicou. Washington suspendeu sua participação no tratado INF que proíbe mísseis com alcance de 500 a 5,5 mil quilômetros, acusando a Rússia de violar as disposições do documento assinado em 1987. Em contrapartida, Moscou fez o mesmo, e, exceto em caso de reviravolta inesperada, o tratado se tornará obsoleto em agosto.

Vladimir Putin acusou os Estados Unidos de usarem "acusações imaginárias contra a Rússia para justificar sua saída unilateral", advertindo que a Moscou está "disposta para negociações", mas não pretende "bater numa porta fechada". Ele pediu aos norte-americanos que "calculem o alcance e a velocidade dos novos armamentos" antes de "tomarem decisões que possam criar novas ameaças". O presidente russo expôs detalhes do progresso no desenvolvimento de novas armas - mísseis "invencíveis" e "hipersônicos" ou novo submarino nuclear - detalhados no ano passado em seu discurso ao Parlamento, duas semanas antes de ser reeleito com 76% dos votos.

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