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Porto Alegre, quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019.

Jornal do Comércio

Internacional

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Espanha

Edição impressa de 14/02/2019. Alterada em 13/02 às 01h00min

Derrota no Parlamento ameaça governo Sánchez

Premiê espanhol deve convocar eleições antecipadas para abril

Premiê espanhol deve convocar eleições antecipadas para abril


/PIERRE-PHILIPPE MARCOU/AFP/JC
A Câmara de Deputados da Espanha rejeitou ontem a proposta de orçamento do governo do primeiro-ministro Pedro Sánchez para 2019. O fracasso deve forçar o líder socialista a convocar eleições antecipadas, possivelmente já para o mês de abril.
O premiê dependia dos votos da Esquerda Republicana da Catalunha (ERC) e do Partido Democrata Europeu Catalão (PDeCAT), que advogam pela independência da comunidade autônoma. No entanto, as legendas se alinharam ao Partido Popular (direita) e ao Cidadãos (centro-direita) no apoio às emendas ao plano de despesas de Sánchez, enterrando as chances de que esse avançasse no Parlamento. O orçamento foi, assim, derrotado por 191 votos a 158.
A expectativa, agora, é que o governo adiante as eleições programadas para 2020 a fim de medir seu respaldo popular. Os socialistas foram alçados ao poder em junho de 2018, após a gestão do conservador Mariano Rajoy ser derrotada na votação de uma moção de desconfiança no Parlamento.
Nos últimos meses, Sánchez vinha sendo criticado pela oposição por tentar retomar o diálogo com o movimento pela independência da Catalunha. No orçamento recusado pelos deputados, consta um aumento das verbas destinadas à região. Seu governo também concordou com a indicação de um relator externo para as negociações entre partidos catalães com vistas a definir uma saída para o impasse sobre o status do território - há grupos políticos ali que se opõem à separação da Espanha, assim como boa parte da opinião pública local.
A concessão foi vista pela direita nacional como uma capitulação de Madri diante de líderes que veem a Catalunha como um Estado já independente, com a mesma estatura que a Espanha. No entanto, as conversas azedaram dias antes da votação do orçamento, diante da insistência das legendas independentistas para que Sánchez reconhecesse o direito catalão à autodeterminação, o que nenhum governo central espanhol jamais cogitou.
 
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