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Porto Alegre, sexta-feira, 08 de fevereiro de 2019.

Jornal do Comércio

Internacional

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Venezuela

Edição impressa de 08/02/2019. Alterada em 07/02 às 01h00min

Guaidó promete reunir multidão se Maduro proibir ingresso de ajuda

Passagem na ponte que liga as cidades de Cúcuta e Ureña está fechada desde quarta-feira

Passagem na ponte que liga as cidades de Cúcuta e Ureña está fechada desde quarta-feira


RAUL ARBOLEDA/AFP/JC
O autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, disse nesta quinta-feira, em entrevista ao diário uruguaio El País, que a estratégia da oposição, caso o presidente Nicolás Maduro não permita a entrega de ajuda humanitária à Venezuela, será reunir o máximo de pessoas possíveis na fronteira para solicitar a entrada de alimentos e remédios no país. Na quarta-feira, militares fecharam a passagem na ponte de Tienditas, que liga as cidades de Cúcuta, na Colômbia, e Ureña, na Venezuela, com o auxílio de uma cerca improvisada e de carrocerias de caminhões. Maduro nega a possibilidade de aceitar ajuda internacional, considerando-a uma "desculpa" para iniciar uma intervenção militar.
"O ingresso de ajuda humanitária pretende atender cerca de 300 mil pessoas que correm o risco de morrer nas próximas semanas sem acesso a remédios e alimentos", afirmou Guaidó. "Nosso objetivo é garantir o acesso dessa população a esses insumos. Isso significa mobilizar centenas de milhares de venezuelanos em territórios próximos aos pontos de entrega."
Líderes da oposição já disseram publicamente que o objetivo político da mobilização da ajuda humanitária é forçar os militares, principalmente da cúpula, a romper com o chavismo. "Faço um chamado às Forças Armadas: em poucos dias poderão escolher se estão do lado de alguém cada vez mais isolados ou se acompanharão os milhares de venezuelanos que precisam de comida e remédios", prosseguiu Guaidó.
Com isso, Maduro terá de lidar com uma escolha difícil: negar a ajuda, prejudicando ainda mais seu isolamento internacional, ou aceitá-la, concedendo uma vitória política à oposição. Entidades de ajuda humanitária, como o Comitê Internacional da Cruz Vermelha, pediram que a entrega de alimentos e remédios não seja "politizada" pelos envolvidos na crise.
 

Jornalista alemão preso há 80 dias na Venezuela inicia greve de fome

O jornalista alemão conhecido como Billy Six, preso há 80 dias na Venezuela, começou, na última quarta-feira, uma greve de fome. Preso por gravar depoimentos em vídeo de pessoas reclamando da carestia de alimentos e medicamentos no país durante o regime de Nicolás Maduro, desde então o repórter está no famoso Helicoide, uma construção vanguardista transformada em cárcere para presos políticos.

Six foi preso pelo Sebin (Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional) em 17 de novembro de 2018. Foi acusado diante de um Tribunal Militar de "rebelião e espionagem" e por "fotografar muito de perto" o presidente. A condenação que recebeu foi de 28 anos de prisão.

Desde então, a ONG Espaço Público e autoridades diplomáticas alemãs vêm pedindo sua liberação. Um outro detido na mesma prisão, depois de liberado, disse que Six tinha pego dengue e que lhe havia sido negado o acesso a atendimento médico. O jornalista entrou de modo clandestino no país, atravessando a fronteira colombiana em um ponto sem vigilância.

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