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Porto Alegre, terça-feira, 15 de janeiro de 2019.

Jornal do Comércio

Internacional

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Reino Unido

Edição impressa de 15/01/2019. Alterada em 14/01 às 01h00min

Parlamento tem o dever de aprovar acordo sobre o Brexit, afirma May

Aprovado pelos britânicos em 2016, 'divórcio' hoje é visto com dúvidas

Aprovado pelos britânicos em 2016, 'divórcio' hoje é visto com dúvidas


/DANIEL LEAL OLIVAS/AFP/JC
A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, defendeu ontem que o Parlamento aprove o acordo sobre o Brexit fechado entre seu governo e líderes da União Europeia (UE), em votação marcada para hoje. "Todos nós, inclusive o Parlamento, temos o dever de implementar o Brexit", disse May, referindo-se ao processo para a retirada britânica do bloco europeu.
Segundo May, parlamentares que vinham mostrando dúvidas nos últimos tempos lhe disseram que apoiarão o acordo. As apostas, porém, são de que ela sofrerá uma grande derrota no Parlamento.
A premiê afirmou que, se o acordo for rejeitado, as opções serão ir adiante com o "divórcio" sem acordo ou desistir dele, o que geraria risco de "subversão do processo democrático". O Brexit foi aprovado pela população britânica em plebiscito realizado em junho de 2016.
A primeira-ministra fez o pronunciamento depois de ela mesma e a UE publicarem cartas sobre o Brexit. De acordo com May, a carta não contém tudo o que o Parlamento gostaria de ver, mas seu governo assegurou novos esclarecimentos "valiosos" e garantias sobre o chamado "backstop", mecanismo criado para que não haja uma fronteira física entre a Irlanda e a Irlanda do Norte, mesmo que não seja fechado um acerto sobre questões comerciais e de segurança.
O "backstop" tem sido o principal entrave para a aprovação do acordo de Brexit. Se o pacto submetido aos legisladores for aprovado, o Reino Unido começará a negociar a futura relação do país com a União Europeia já a partir de amanhã.
As cartas trocadas entre May e os presidentes da Comissão Europeia e do Conselho Europeu, Jean-Claude Juncker e Donald Tusk, reforçaram que nenhuma das partes quer que o mecanismo para evitar uma fronteira irlandesa física tenha de ser acionado. Tanto Londres quanto Bruxelas reiteraram ainda que, se a sua relação futura ainda não estiver pronta ao fim do período de transição do divórcio, na virada de 2020 para 2021, e a solução emergencial entrar em vigor, isso ocorrerá "apenas temporariamente".
 
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