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Porto Alegre, terça-feira, 15 de janeiro de 2019.

Jornal do Comércio

Internacional

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venezuela

Edição impressa de 15/01/2019. Alterada em 14/01 às 01h00min

Guaidó assume papel crucial na oposição venezuelana

Há algumas semanas, poucas pessoas ouviam falar de Juan Guaidó. Depois de assumir a presidência da Assembleia Nacional da Venezuela, em 5 de janeiro, seu nome se tornou conhecido no país e em várias partes do mundo. O político é, hoje, figura essencial para a oposição em confronto com o presidente Nicolás Maduro, considerado por muitas nações um ditador.
No domingo, ele foi detido brevemente por supostos agentes do Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional (Sebin), que, armados e mascarados, interceptaram-no em uma estrada quando estava a caminho de um ato público do qual participaria, no estado de Vargas, onde nasceu. "Guaidó presidente!", gritavam, no domingo, centenas de opositores ao receber o deputado de 35 anos, que saudava os presentes. "Somos sobreviventes, e não vítimas", disse à multidão. À medida que a crise econômica se agrava, muitos na Venezuela estão desesperados por um novo líder que "resgate" a nação sob duas décadas de governos chavistas.
Os países latino-americanos do Grupo de Lima - entre eles, o Brasil - não reconheceram o segundo mandato de Maduro e pediram que o chavista renunciasse e entregasse a presidência a Guaidó, para que ele convocasse novas eleições. Líderes de Argentina, Chile, Colômbia e Estados Unidos telefonaram para o recém-empossado presidente da Assembleia Nacional, causando críticas de políticos governistas.
Na sexta-feira, Guaidó disse estar disposto a assumir a presidência venezuelana. No entanto, sustentou que devem ser o povo, as Forças Armadas e a comunidade internacional "que nos levem a assumir claramente o mandato". O presidente da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, já deu seu apoio ao deputado e chamou-o de "presidente interino" da Venezuela.
Luis Vicente León, presidente do instituto de pesquisa Datanalisis, afirmou que a possibilidade de Guaidó se declarar presidente interino é popular entre a oposição, os exilados e partidários conservadores. León, porém, argumenta que isso não necessariamente se traduz em Maduro perder controle sobre as instituições, a indústria petroleira e, especialmente, o Exército, o árbitro tradicional das disputas políticas.

Quem é Guaidó?

Para alguns de seus detratores, ele é inexperiente e com discurso ambíguo, enquanto outros o veem como um construtor de consensos, grande organizador e integrante da nova geração política que surgiu após os protestos estudantis de 2007.
Guaidó estudou Engenharia na Universidade Católica de Caracas e fez estudos de pós-graduação em Gestão Pública na Universidade George Washington, nos Estados Unidos, e no Instituto de Estudos Superiores de Administração da capital venezuelana.
Até antes de ser eleito para a Assembleia Nacional, estudava e colaborava politicamente com Leopoldo López, líder da oposição atualmente em prisão domiciliar. O jovem deputado não gosta que o vejam como um político sem experiência e exibe com orgulho que foi, junto de López, há mais de uma década, um dos fundadores do partido Vontade Popular. Guaidó teve uma carreira de nove anos na Assembleia Nacional, cinco deles como deputado suplente (2011-2015) e quatro como titular.
 
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